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BE sobre a descida do défice: “Narrativa do empobrecimento fica desmentida”

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Luís Barra

Bloco de Esquerda diz que ainda que "o défice não é um fim em si mesmo" e que “há vida para lá do défice” porque “as contas públicas devem estar para responder à vida das pessoas”

O líder parlamentar do BE, Pedro Filipe Soares, declarou esta sexta-feira que a descida do défice no primeiro semestre do ano revelada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) desmente "a narrativa" do "empobrecimento" dos "partidos da direita".

"A narrativa que tinha sido criada pelos partidos da direita (PSD/CDS) de que era pelo empobrecimento do país que conseguiríamos equilibrar as contas públicas fica desmentida quando, após termos reposto os salários da função pública, descongelado pensões e aumentado apoios sociais, conseguimos ter uma execução orçamental melhor do que a de 2015", comentou Pedro Filipe Soares, em declarações aos jornalistas no parlamento.

Mais, para o deputado, estes números mostram que "o défice não é um fim em si mesmo" e que "há vida para lá do défice" porque "as contas públicas devem estar para responder à vida das pessoas". Aliás, acrescentou ainda, "comprova o que nós dizíamos - uma boa execução orçamental e contas públicas capazes de estar à margem de crítica são também capazes de repor rendimentos das pessoas, descongelar pensões e acabar com os cortes de salários".

Segundo os dados do INE divulgados esta sexta-feira, o défice das administrações públicas foi de 2,8% do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro semestre deste ano, uma diminuição face aos 4,6% registados no período homólogo. Contudo, está ainda acima da meta do Governo para este ano, que é 2,2%, e está também ligeiramente acima da estimativa apresentada pela Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO), cujo valor central era de 2,7% de défice na primeira metade do ano.