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PS rejeita qualquer radicalização ideológica

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Carlos César nega que o Governo seja da esquerda radical: “Somos o centro da esquerda, da esquerda que suscita a alternativa”

O líder parlamentar socialista defendeu esta quinta-feira que o PS "é a esquerda do centro" político, rejeitando qualquer radicalização ideológica do seu partido, e considerou que PSD e CDS-PP estão "tolhidos pelo ciúme" e apenas empenhados na "demolição".

Carlos César falava na parte final do debate quinzenal, na Assembleia da República, numa intervenção que se destinou a responder às críticas de PSD e CDS-PP, segundo as quais o PS - desde que formou Governo com apoio do Bloco de Esquerda, PCP e "Os Verdes" - iniciou um processo de radicalização à esquerda.

O presidente do PS sugeriu ao PSD e CDS "que escusam de voltar a essa cavaqueira de que o Governo é da esquerda radical, porque não convencem ninguém com essa conversa".

"O Governo não é da esquerda radical, assim como creio que a direita ainda não é da direita radical, embora tenha recaídas episódicas de preferências por leituras de literatura radical", disse, aqui numa "indireta" ao presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, e à controvérsia em torno da apresentação do mais recente livro do jornalista José António Saraiva.

Carlos César sustentou que o PS "é a esquerda do centro, do centro do qual o PSD se desviou traindo os seus fundadores".

"Os portugueses sabem que somos o centro da esquerda, da esquerda que suscita a alternativa", advogou, completando, depois, que o PS e o Governo "não assustam nem prejudicam proprietários, nem assustam pequenos ou grandes capitalistas".

"Mas assustamos gananciosos e não nos conformamos com a pobreza, assim como não nos conformados com as desigualdades", disse ainda.

Em relação ao PSD e CDS, o líder parlamentar do PS afirmou que "não disfarçam o azedume" face aos resultados alcançados pelo atual executivo nos últimos dez meses.

"Este debate quinzenal evidenciou que a oposição ainda está tolhida pelo ciúme, em primeiro lugar ciúme uns dos outros, mas, sobretudo, um grande ciúme pelo ímpeto realizador do Governo. Temos uma oposição que só quer retornar e não quer ajudar a reformar", acrescentou.