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Marcelo promete comemorar 10 de Junho fora do país “ano após ano”

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NUNO VEIGA / Lusa

Segundo o Presidente, o 10 de Junho não deixará de ser também celebrado em Portugal, conforme aconteceu este ano, com comemorações primeiro em Lisboa e depois em França

O Presidente da República prometeu esta quarta-feira (madrugada de quinta em Portugal) que vai estar com o primeiro-ministro fora do país a comemorar o 10 de Junho junto das comunidades portuguesas "ano após ano". Inicialmente, Marcelo Rebelo de Sousa tinha anunciado a intenção de celebrar o Dia de Portugal fora do país de dois em dois anos.

Perante cerca de mil portugueses e luso-descendentes, num auditório em Newark, New Jersey, o Presidente disse que as celebrações deste ano em Paris com o primeiro-ministro não foram "uma vez por acaso" e vão repetir-se "ano após ano".

Segundo Marcelo, o 10 de Junho não deixará, contudo, de ser também celebrado em Portugal, conforme aconteceu este ano, com comemorações primeiro em Lisboa e depois em França.

"Isso aconteceu não uma vez por acaso, aconteceu por uma escolha muito determinada, e vai prosseguir nos próximos anos. Estaremos os dois juntos celebrando, em Portugal território físico e em Portugal território espiritual, fora do território físico, o 10 de Junho, ano após ano", afirmou.

Dirigindo-se às centenas de portugueses e luso-descendentes da Costa Leste dos Estados Unidos que estavam na sala, acrescentou: "É uma forma de dizer que não vos esquecemos".

Nesta intervenção, Marcelo contou que quando esteve numa receção do Presidente dos Estados Unidos da América aos chefes de Estado dos países membros das Nações Unidas, na terça-feira, ouviu de Barack Obama "palavras muito significativas" sobre os luso-americanos. "Não apenas sobre aqueles que, próximos do Presidente, o acompanham e são luso-americanos, um membro do seu executivo, vários assessores, vários colaboradores no gabinete, mas também aqueles que, no Congresso, a nível federal como a nível estadual, como a nível local se dedicam ao serviço público", disse.

O Presidente da República salientou que "Portugal foi o primeiro país do mundo a reconhecer a independência dos Estados Unidos da América, o primeiro do mundo, apesar de ter a mais antiga aliança da sua história com a Inglaterra, hoje Reino Unido".

Elogiou a "bem-sucedida integração" dos portugueses nos Estados Unidos, mas pediu-lhes que não descuidem o ensino e a prática da língua portuguesa, a pensar nos seus filhos e netos. "Há um apelo que eu tenho de fazer, um apelo à importância da língua portuguesa", afirmou.

Antes de discursar no auditório do Centro de Artes Performativas de Nova Jérsia, ao final do dia nos Estados Unidos, já de madrugada em Lisboa, o Presidente conversou com luso-americanos eleitos para cargos políticos. Depois, assistiu a uma atuação da fadista Raquel Tavares e conviveu demoradamente com os portugueses e luso-descendentes presentes, que o rodearam, de telemóveis na mão, registando incontáveis fotografias.