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Guterres diz que Marcelo fez “campanha muito eficaz” na ONU

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MANUEL ELIAS / UN PHOTO / LUSA

O candidato a secretário-geral das Nações Unidas garantiu que está “preparado” para os desafios do cargo, mas sublinhou que há ainda muitas etapas pela frente

O candidato a secretário-geral da ONU António Guterres disse esta quinta-feira em Nova Iorque que esta semana foi "crucial" para a sua campanha, referindo-se à Assembleia Geral da organização, em Nova Iorque.

"Acho que esta semana foi uma semana crucial. Segunda-feira há a última votação, em que os países do Conselho de Segurança que são permanentes não votarão numa cor separada e, portanto, é uma espécie de 'pole position'" para o processo final, disse o antigo primeiro-ministro.

Guterres garantiu que está "preparado" para os desafios do cargo, se for escolhido. "Estou preparado para o fazer, se vier a ser escolhido, mas também tendo consciência de que há ainda muitas etapas a percorrer e que, sobretudo, é muito imprevisível a fase final desta escolha", declarou o candidato.

"Como dizia o Jean Monnet, nem otimista, nem pessimista, mas determinado. Estou a fazer aquilo que posso no sentido de oferecer esta disponibilidade para uma função, que, sendo extremamente difícil, se torna hoje muito importante, dado que o mundo passa por momentos muito complicados", explicou.
O português passou a semana na Assembleia Geral da ONU a multiplicar os contatos feitos nos últimos meses.

António Guterres venceu as primeiras quatro votações secretas para o cargo, que aconteceram a que aconteceram a 21 de julho, 05 de agosto, 29 de Agosto e 09 de setembro.

O candidato mostrou-se também "muito satisfeito" com a ação do Presidente da República, que fez uma "campanha muito eficaz" na ONU.

Durante toda a semana, Marcelo Rebelo de Sousa e o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, promoveram a candidatura de Guterres nos encontros bilaterais que mantiveram com dezenas de países.

Duas outras votações estão agendadas: uma semelhante às primeiras quatro, que acontece a 26 de setembro, e uma na primeira semana de outubro, em que os votos dos membros permanentes do conselho, que têm poder de veto sobre os candidatos, serão destacados.

A organização espera ter encontrado o sucessor de Ban Ki-moon, que termina o seu segundo mandato no final do ano, durante o outono.