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Moreira e o “saque Mortágua”. Devolver IRS “é dar dinheiro aos ricos”

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LUCÍLIA MONTEIRO

Presidente da Câmara do Porto responde em artigo de opinião à sugestão de Mariana Mortágua para devolver aos contribuintes da Invicta os 5% do IRS

A contenda ideológica sobre impostos entre Rui Moreira, presidente da Câmara do Porto, e Mariana Mortágua, deputada do BE, conhece esta quarta-feira um novo capítulo, em modo de artigo de opinião.

Rui Moreira volta à carga e num artigo no "Correio da Manhã" (CM) insiste no "saque Mortágua II". Este "pseudoimposto é um duplo saque: aos contribuintes e aos municípios", escreve Moreira, acerca da nova taxa sobre o património imobiliário.

O autarca manifesta o seu desagrado "por um tema tão fraturante seja suscitado sem ponderação". E regista que o novo imposto "mais não é do que uma sobretaxa sobre o IMI, um imposto municipal".

E que tal devolver IRS?

Na terça-feira, Mariana usava a sua coluna no "Jornal de Notícias" para reagir a um "inflamado artigo" de Moreira, dizendo que o que incomodava o autarca era a receita reverter para o Estado e não para os municípios.

O "violento ataque da Direita ao imposto sobre imóveis de luxo mostra bem que se está mesmo a tocar nos interesses dos mais poderosos", escrevia a deputada, que sugeria a Rui Moreira que abdicasse da parte do município no IRS e devolvesse 5% aos residentes do Porto.

A resposta de Moreira chega no "CM" desta quarta-feira. Classifica a sugestão da deputada para abdicar dos 5% do IRS de "direitista". Porquê? É que "70% do imposto é pago por 10% dos portugueses, os ditos ricos". Ou seja, acrescenta Moreira, o que Mortágua quer "é que o Porto encha os bolsos dos seus ricos para ela os poder sacar para os cofres do Estado".

Assim, sendo, Moreira repete para Mariana. "O seu pseudoimposto é um duplo saque: aos contribuintes e muncípios. O IMI é receita municipal e o Porto não quer nem precisa de sobretaxas".