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PSD mantém acordo para presidência do CES e diz que PS tem de desbloquear a questão

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José Caria

Luís Montenegro reconhece que em julho, quando Correia de Campos falhou a eleição, o “processo não correu bem”, mas recusa assumir qualquer tipo de culpa. “Não foi por culpa exclusiva de nenhum partido, foi por culpa da Assembleia da República, de todos os partidos e de todas as bancadas”, garante

O líder parlamentar do PSD assegurou esta terça-feira que mantém o acordo com o PS para a presidência do Conselho Económico e Social, mas disse caber aos socialistas desbloquearem a questão depois de Correia de Campos ter falhado a eleição.

"Estão reunidas as condições para que o PS, nos termos daquilo que temos acordado, possa indicar-nos a personalidade que é candidata a essa eleição, para podermos acertar os termos da apresentação da respetiva candidatura", afirmou Luís Montenegro à saída da conferência de líderes onde foi marcada a eleição do presidente do Conselho Económico e Social (CES) para 14 de outubro.

Reiterando que o PSD se irá "empenhar em poder solucionar esta questão", Montenegro lembrou que, de acordo com o que foi acordado com os socialistas, cabe ao PS indicar a personalidade a candidatar para presidente do CES e ao PSD indicar, em 2017, a personalidade a candidatar a provedor de Justiça.

Questionado sobre o impasse criado em julho depois do antigo ministro socialista Correia de Campos ter falhado a eleição para presidente do CES – garantindo apenas 105 votos favoráveis entre os 221 deputados presentes, numa eleição em que são necessários dois terços de aprovações – o líder parlamentar do PSD disse que "o desbloquear está nas mãos do PS".

"Não vou estar aqui a fazer o exercício que o meu homólogo, presidente do grupo parlamentar do PS, fez de estar a partidarizar com pequena politiquice esta matéria", disse Luís Montenegro, sublinhando a seriedade e importância do assunto.

O deputado reconhece que em julho, quando Correia de Campos falhou a eleição, o "processo não correu bem", mas recusa assumir qualquer tipo de 'culpa'. "Não foi por culpa exclusiva de nenhum partido, foi por culpa da Assembleia da República, de todos os partidos e de todas as bancadas, porque a candidatura não obteve a aceitação e a votação por uma margem muito significativa que é imposta por via legal", vincou, insistindo que da parte do PSD o assunto será tratado com "sentido de responsabilidade e com a prudência que as intervenções públicas sobre estas matérias devem ter".

"Não alinhamos na politiquice com que outros encaram estas matérias", acrescentou.

Em julho, o líder parlamentar do PSD já tinha assegurando que, apesar do chumbo do nome de Correia de Campos, os sociais-democratas mantinham o acordo com o PS.

Apesar disso, o líder parlamentar do PS Carlos César avisou que outros acordos, como o caso do provedor de Justiça, seriam reponderados, acusando o PSD de ter inviabilizado a eleição de Correia de Campos.

A proposta com o nome candidato à presidência do CES, que irá suceder a Luís Filipe Pereira, terá de ser entregue até 6 de outubro.