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Marcelo: próximo secretário-geral deve seguir “exemplo de Gandhi e Mandela”

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NUNO VEIGA/ Lusa

Presidente pede no discurso à Assembleia Geral da ONU que o próximo secretário-geral seja um “congregador de espíritos e vontades”. E que siga os exemplos de Gandhi e Mandela

Bernardo Ferrão

Bernardo Ferrão

em Nova Iorque

Subdiretor da SIC

Marcelo Rebelo de Sousa nem precisou de pronunciar o nome de Guterres quando apontou as qualidades que o próximo secretário-geral das Nações Unidas deve ter.
Dirigindo-se ao plenário, o Presidente português pediu que o escolhido saiba ir "para além do seu grupo ou círculo, unindo, representando todos e não uma parte, tendo a sabedoria e a capacidade de liderança inatas que lhe permitam tomar decisões em que todos se revejam".

No discurso de estreia na Assembleia Geral, Marcelo desejou ainda que o homem que vai suceder a Ban Ki Moon saiba guiar-se "pelo exemplo dos valores que Gandhi e Nelson Mandela sempre aplicaram na vida". António Guterres e o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, estavam atentos a ouvi-lo na primeira fila do espaço reservado à delegação portuguesa. As palavras do Presidente eram também um elogio ao candidato português.

Os estudantes sírios

Num discurso que serviu para reafirmar a pertença de Portugal às Nações Unidas, Marcelo deu uma volta ao Mundo e referiu as grandes questões que marcam a atualidade. Sobretudo as que tardam em ter solução. O problema dos refugiados era incontornável. E o terrorismo também.

"Não cederemos ao medo", garantiu o chefe de Estado que defendeu a necessidade de "ir à raiz do problema, erradicando o temor e o terror".

Numa Europa confrontada com uma migração que "não para de aumentar", Marcelo aproveitou para apontar o exemplo português e a aposta na promoção do ensino superior para os refugiados. E lembrou que "Portugal aceitou mais de 100 estudantes sírios", para depois revelar: "Eu próprio ensinei estudantes sírios".