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Probabilidade de candidatura de última hora à ONU “é muito baixa”, diz Marcelo

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O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa leva na sua comitiva o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva

NUNO VEIGA/LUSA

Presidente da República está em Nova Iorque onde participa na assembleia geral das Nações Unidas. Objetivo principal: usar toda a sua influência – Jorge Sampaio também integra a comitiva – a favor da eleição de António Guterres. Marcelo diz que em teoria pode aparecer um novo candidato, mas “seria estranho e a probabilidade é muito baixa”

Bernardo Ferrão, em Nova Iorque

Em viagem para os Estados Unidos, Marcelo Rebelo de Sousa quis falar aos jornalistas ainda durante o voo para se mostrar “muito sereno” com a candidatura de António Guterres a secretário-geral da ONU, porque “é claro o prestígio que ele tem”.

Nos quatro dias de visita, quase todos dedicados às Nações Unidas e à Assembleia Geral, Marcelo explica, confiante, que o objetivo central é apostar forte na candidatura do ex-primeiro-ministro. “Uma candidatura excecional”, sublinha.

Na agenda do Presidente estão previstos vários encontros bilaterais, além de reuniões com o Rei de Espanha e o Presidente Brasileiro Michel Temer.

“Comparando com processos anteriores, nunca ninguém teve tantas vitórias com tanta distância em relação aos outros votados. Nunca perdeu votos, tem vindo ou a confirmar votações ou a subir votações e isto podia não acontecer porque há votos estáticos para ganhar peso negocial, na ponta final há votos estáticos”, acrescenta o Presidente que traz na comitiva o ex-Presidente Jorge Sampaio e o ministro dos Negócios Estrangeiros Augusto Santos Silva.

Questionado sobre se não teme que surja entretanto a candidatura da búlgara Kristalina Georgieva, vice-presidente da Comissão Europeia, Marcelo é claro: “Seria estranho, a probabilidade é muito baixa”.

Marcelo fala com as certezas que trouxe da Cimeira de Arraiolos que decorreu precisamente na Bulgária, país de Georgieva. “Eu devo dizer que tendo estado nessa reunião, onde estavam 10 chefes de Estado e até pelo local onde se realizava, mas por todas as razões, estou muito sereno e muito convencido de que essa probabilidade é baixa, muito baixa. Seria estranho e é uma probabilidade baixa.”

A corrida à ONU dura até ao final do ano. No próximo dia 26 haverá mais uma votação não identificada. Mas depois, em outubro, noutra votação, o chefe de Estado lembra que já se vai “poder distinguir aqueles membros do Conselho de Segurança permanente que têm direito de veto.”