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Mariana Mortágua explica-se: “Taxar riqueza não é taxar poupança”

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José Caria

Em quatro tweets, a deputada do BE defende-se da onda de críticas de que tem vindo a ser alvo desde que, este sábado, disse numa conferência do PS que é preciso “perder a vergonha de ir buscar a quem está a acumular”

Cristina Figueiredo

Cristina Figueiredo

Jornalista da secção Política

Em quatro tweets (nada no Facebook), a deputada do Bloco de Esquerda clarifica o que quis dizer quando, no sábado, falando numa conferência do PS, sugeriu que se perdesse o medo de "ir buscar a quem está a acumular". E assegura que nunca sugeriu que se taxasse a poupança, mas sim a riqueza.

Começa por perguntar: "Poupança ou riqueza acumulada?". E explica a diferença: "Ricardo Salgado - riqueza acumulada. Trabalhador de banco - poupança. Diferença? O segundo já paga muitos impostos e o primeiro não".

Num segundo tweet detalha a explicação: "Taxar riqueza acumulada é conseguir taxar riqueza que de outra forma tem fugido para aumentar pensões/RSI/CSI/abono aos mais pobres". E num terceiro: "Taxar riqueza acumulada é taxar riqueza que permite que o número de milionários aumente e com isso acabar com a sobretaxa do IRS da classe média".

Por fim, a resposta aos críticos: "Aos que se têm entretido a distorcer as minhas palavras porque ter discussões sérias dá muito trabalho: taxar riqueza acumulada NÃO é taxar poupança".