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Guterres não é um candidato de “fação”, diz Marcelo

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NUNO VEIGA/ Lusa

Presidente reforça mensagem de apoio ao ex-primeiro-ministro. Agora foi aos microfones da rádio da ONU

Bernardo Ferrão

Bernardo Ferrão

em Nova Iorque

Subdiretor da SIC

Foi o ponto final da longa agenda de Marcelo no primeiro dia em Nova Iorque. Na entrevista à rádio das Nações Unidas em língua portuguesa, o Presidente quis deixar novos argumentos a favor da candidatura do português ao cargo de secretário-geral das Nações Unidas.

“Guterres é um homem de pontes, de diálogo. A sua candidatura não é uma candidatura de fação”, disse.

Aliás, lembrou, o perfil de Guterres encaixa na política externa portuguesa. O país, defendeu, nunca deixou de apostar na "colaboração" internacional e permanecerá concentrado em "fazer pontes no mundo"

Espanha sem compromisso

Nas horas que já leva em Nova Iorque, onde esta terça feira discursa pela primeira vez na Assembleia Geral das Nações Unidas, Marcelo desdobrou-se em contactos bilaterais. E em todos puxou a candidatura portuguesa para a conversa. Foi assim com o Presidente do Brasil, e o mesmo com o Rei de Espanha que, ainda assim, não quis deixar qualquer compromisso de apoio à Guterres.

Mais refugiados

A tónica dos refugiados tem estado presente, e vai continuar, em todos os discursos do chefe de Estado, mas Marcelo defende que é preciso fazer mais pelos que chegam aos países de acolhimento. "É preciso dar lhes condições", defendeu lembrando a importância de lhes garantir saúde, educação e habitação. E nesse aspeto, diz, Portugal dá cartas: "faz isso como quem respira".

Ainda na entrevista à rádio da ONU, o Presidente avançou que o país está disponível para "abrir mais a cota" de emigrantes. "Há uma unanimidade em todo o pais, não há resistências, à vinda de mais refugiados". E o Presidente da República está satisfeito com esta unanimidade, sublinhou.