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Fernando Medina: “Não é bom ter deputados a apresentar medidas importantes”

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alberto frias

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, no habitual espaço de comentário na TVI 24, confessou que não gostou da gestão do dossiê sobre o novo imposto sobre o património, lamentando a falta de “recato” na discussão da matéria

Fernando Medina criticou a gestão da matéria do novo imposto sobre património. No habitual espaço de comentário na TVI24, esta segunda-feira à noite, o presidente da Câmara de Lisboa defendeu que a medida deveria ter sido primeiro discutida “em recato” e só depois apresentada pelo Ministério das Finanças.

“Não é bom ter deputados a apresentar medidas importantes”, considerou Medina em referência ao facto de o “anuncio” do imposto ter surgido através de Mariana Mortágua (BE). “Acho que isso caberia ao Ministério das Finanças no tempo próprio”.

Outro ponto que desagradou o socialista foi o assunto ter sido “atirado para a praça pública” sem que se soubesse ao certo o que estava em causa. “Não faz sentido discutir esta solução quando nem sabemos qual é a taxa”, referiu.

“A matéria fiscal é tão delicada que nenhum ator do processo a deveria ter apontado” sem ser feita a discussão, defendeu Fernando Medina. “O recato deveria ter imperado”.

Também o facto de a medida ter sido apresentada isoladamente sem o contexto do Orçamento do Estado preocupa Medina. O socialista achou “desadequado”, uma vez que o OE “faz a síntese da receita e da despesa e diz qual o caminho a seguir”.

“Toda esta polémica sem nada de concreto tira toda a margem de manobra [ao Governo para vir a aplicar a medida no futuro”, concluiu Fernando Medina.