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CDS diz que “quem manda” é Mariana Mortágua e não o ministro das Finanças

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Alberto Frias

Líder parlamentar dos centristas recorreu à sua experiência com o Governo de coligação PSD/CDS para defender que ou Mário Centeno aparece ou deixará de ter condições para continuar como titular da pasta das Finanças

O líder parlamentar do CDS considera que é altura de o primeiro-ministro "meter ordem" no Governo, sublinhando que já se percebeu que "quem manda" é a deputada do BE Mariana Mortágua e não o ministro das Finanças.

"É altura de, nomeadamente o senhor primeiro-ministro meter um pouco de ordem nisto", afirmou esta segunda-feira Nuno Magalhães, quando questionado sobre o desafio deixado no sábado por Mariana Mortágua, para que o PS refletisse e definisse até que ponto está disposto a chegar para se assumir como uma alternativa global ao sistema capitalista.

Sublinhando que já se percebeu que "quem manda é a senhora deputada Mariana Mortágua" e não o ministro das Finanças, Nuno Magalhães recorreu à sua experiência com o Governo de coligação PSD/CDS para defender que ou Mário Centeno aparece ou deixará de ter condições para continuar como titular da pasta das Finanças.

"Creio que pela primeira vez numa coligação – e sei bem o que vou dizer, sei bem daquilo que vou dizer e sei bem porque o vou dizer – não é o maior partido da coligação que anuncia matérias do ponto de vista fiscal e orçamental. Quando é o BE que anuncia em nome de um Governo do PS mais impostos e mais taxas para os portugueses, eu creio que ou o senhor ministro das Finanças aparece ou facilmente será esquecido ou facilmente deixará de ter condições para se manter no cargo, porque já percebemos que não manda, quem manda é a senhora deputada Mariana Mortágua", disse.

Nuno Magalhães, que falava aos jornalistas no final de uma conferência de imprensa conjunta com o PSD, no Parlamento, sobre a criação do Sistema Nacional de Informação Cadastral, foi ainda interrogado sobre a questão do sigilo bancário e voltou fazer referência ao protagonismo de Mariana Mortágua.

"O sigilo bancário trata-se de fazer da classe média (...) só por ter um depósito à ordem superior a 50 mil euros, – como a porta-voz do Governo para esta matéria, Mariana Mortágua, qualificou – um presumível criminoso, um milionário que está a fugir ao fisco", declarou.

Por outro lado, acrescentou, esta medida defende um "Estado 'big brother'", que corresponde à visão ideológica do BE, mas na qual o CDS não acredita, porque "faz dos cidadãos suspeitos só por pouparem". "É imoral, ilegal e inconstitucional, o que não deixa de ser curioso vindo da esquerda radical que tantas vezes fala do Tribunal Constitucional", referiu.

Nuno Magalhães defendeu ainda que é altura do ministro das Finanças aparecer, ironizando que Mário Centeno anda desaparecido a "combater os cidadãos".

"É altura do senhor ministro das Finanças dar de si, aparecer, porque na verdade anda desaparecido em combate, ou neste caso, desaparecido a combater os cidadãos e a combater com mais impostos: taxam-se ou criam-se impostos para os carros, para o sol, para as vistas, para a poupança, para os senhorios, agora para os depósitos bancários", disse.