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João Galamba: Anterior governo instalou uma “guerra civil” no país

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O deputado do Partido Socialista João Galamba intervém durante o debate "As Esquerdas e a Desigualdade", no decorrer da conferência "Desigualdade, Território e Políticas Públicas", organizada pelo Partido Socialista, em Coimbra.

PAULO NOVAIS/LUSA

Porta-voz do PS diz que é preciso “voltar a mostrar aos jovens e às famílias de classe média que o estado social também é para elas, que não é só para velhos ou para pobres, é para toda a sociedade ao longo da vida

O porta-voz do Partido Socialista, João Galamba, disse este sábado, em Coimbra, que a “guerra civil” instalada em Portugal nos quatro anos de governo PSD/CDS-PP não teria sido possível se o país fosse mais igualitário.

“A 'guerra civil' criada por Passos Coelho, de colocar portugueses públicos contra privados, jovens contra menos jovens, não seria possível num país mais igualitário como a Noruega ou Finlândia, porque não teria matéria-prima para pegar nos ressentimentos e transformar isso numa poderosa arma política”, disse o deputado socialista.

João Galamba, que intervinha na Conferência Socialista, que decorre até ao final deste sábado em Coimbra, no debate sobre “As esquerdas e a desigualdade”, defendeu que é importante a esquerda voltar a apostar na dimensão de bens e serviços universais para todos os cidadãos do Estado social, sem desvalorizar o papel das prestações sociais.

O dirigente socialista considerou que é preciso “voltar a mostrar aos jovens e às famílias de classe média que o estado social também é para elas, que não é só para velhos ou para pobres, é para toda a sociedade ao longo da vida”.

“Não há melhor maneira de legitimar as prestações sociais do que mostrar que o estado social é mais vasto do que isso, é um desígnio nacional e fator de coesão social”, frisou o porta-voz do PS.

João Galamba considerou que as prestações sociais e os bens e serviços universais são os instrumentos mais poderosos para o combate das desigualdades, “que devem continuar a ser uma aposta de toda a esquerda e, em particular do PS e do Governo, mas que não chega”.

“Nunca conseguiremos enfrentar verdadeiramente o problema da desigualdade se olharmos apenas para a redistribuição”, sublinhou, acrescentando que a esquerda tem de “olhar também para a produção”.