Siga-nos

Perfil

Expresso

Política

Costa diz que haverá aumentos reais das pensões mais baixas e dos apoios sociais

  • 333

PAULO NOVAIS/LUSA

Primeiro-ministro garante que o Governo “não desistirá do aumento progressivo do salário mínimo nacional”. António Costa prometeu também cobertura total por médicos de família e nova prestação na deficiência

O secretário-geral do PS afirmou este sábado que o Governo atualizará em termos reais o Índice de Apoios Sociais (IAS) e que as pensões mais baixas terão reposição do poder de compra, diminuindo-se a desigualdade entre pensionistas.

António Costa falava no encerramento da rentrée política do PS em Coimbra, num discurso em que destacou medidas em preparação pelo seu executivo para aumentar as pensões mais baixas, o salário mínimo e o IAS, embora sem quantificar.

“Nos limites das nossas capacidades, não deixaremos de assegurar àqueles que recebem as mais baixas pensões que as suas pensões serão respostas e permitirão repor o poder de compra, diminuindo as desigualdades entre pensionistas. Sim, esses que trabalharam, que descontaram e que vivem das suas pensões têm também o direito de ver reduzidas as suas desigualdades”, declarou o líder socialista, também primeiro-ministro.

Também segundo António Costa, “pela primeira vez desde 2009”, este ano será atualizado o IAS - uma medida que classificou como “essencial para que não se deteriore em valor real o conjunto de prestações sociais, apesar da baixa inflação, e permita uma recuperação de rendimento a quem mais carece”.

“O Governo também não desistirá do aumento progressivo do salário mínimo nacional. Ao contrário do que muitos diziam, o aumento do salário mínimo [em 2016] não contribuiu este ano para o aumento do desemprego, que se reduziu este ano”, defendeu.

Sobre a política de rendimentos do seu Governo, o primeiro-ministro advertiu que, ao contrário do passado, não se podem dar “incentivos errados à sociedade, designadamente a trabalhadores, empresários ou desempregados”.

“Temos de dar o incentivo de que vale a pena trabalhar e que não é à custa de baixos salários que ganhamos competitividade, sustentou.

Costa promete cobertura total por médicos de família e nova prestação na deficiência

O secretário-geral do PS estabeleceu ainda como meta que, no final de 2017, todos os portugueses tenham acesso a médico de família e prometeu que adotará a prestação única para a pessoa com deficiência.

Com o fundador do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e também presidente honorário do PS sentado na plateia, António Arnaut, o líder socialista sustentou a tese de que o seu Governo iniciou funções com cerca de 1,2 milhões de portugueses sem médico de família, número que se reduzirá no início de 2017 para cerca de 500 mil.

“Não estamos conformados e vamos continuar a trabalhar para daqui a um ano podermos dizer que deixou de haver portugueses sem acesso a médico de família”, declarou, antes de prometer igualmente novas valências ao nível de Unidades de Saúde Familiares, sobretudo no que respeita à saúde oral.

Ainda em matéria de Estado social, o primeiro-ministro referiu que já existem desde o princípio do ano mais 684 camas destinadas a cuidados continuados e que, em breve, ao nível da concertação social, “arrancará a discussão sobre a estratégia de combate à pobreza infantil”.