Siga-nos

Perfil

Expresso

Política

PSD diz que caminho de aumento de impostos é “errado”

  • 333

José Sena Goulão/Lusa

Vice-presidente da bancada do PSD prefere esperar pelo próximo Orçamento para se pronunciar sobre o novo imposto sobre o património imobiliário de valor elevado, mas defende que o aumento de impostos revela um “padrão comum” da política do Governo

O PSD considerou esta quinta-feira que o caminho de aumento de impostos "é errado" por princípio e reservou uma posição sobre medidas em concreto para quando for conhecido o Orçamento do Estado para 2017.

"O problema é este, não devíamos estar a discutir nenhum aumento de impostos. O problema é que este Governo escolheu um caminho que exige um aumento de impostos e esse próprio princípio é errado. O aumento de impostos é errado", declarou o vice-presidente da bancada do PSD Leitão Amaro.

O deputado falava aos jornalistas no parlamento após ser anunciado um acordo de princípio entre o PS e o Bloco de Esquerda para se criar no âmbito do Orçamento do Estado para 2017 um imposto progressivo aplicável património imobiliário de valor elevado.

Entre Bloco de Esquerda e Governo está em equação a fasquia de 500 mil euros a partir do qual poderá incidir a tributação, mas a solução final deste imposto apenas será apresentada pelo executivo quando for entregue formalmente a proposta de Orçamento do próximo ano (em princípio a 15 de outubro).

Sobre este anúncio, o deputado do PSD Leitão Amaro reservou um "balanço" para quando forem conhecidas as propostas do Orçamento do Estado para 2017, alegando que até ao momento nada há de concreto que se possa comentar.

No entanto, advertiu que "as conversas" e os "sinais" sobre aumento de impostos revelam um "padrão comum" de política do atual Governo PS que, frisou, já tinha aumentado "os impostos sobre os combustíveis", penalizando a classe média e as pequenas e médias empresas.

"Estas medidas, esta conversa de aumento de impostos, não são apenas um preço muito grande a pagar por esta conversa da reversão de austeridade, são uma contribuição grave para haver menos riqueza e menos investimento", criticou.