Siga-nos

Perfil

Expresso

Política

PCP quer novo imposto sobre património mobiliário e imobiliário de elevado valor

  • 333

Nuno Fox

Segundo o deputado Paulo Sá, no passado o PCP sugeriu ao Governo a aplicação de uma taxa de 1% em relação a património com avaliação superior a um milhão de euros. “Essa proposta está agora em exame, com o Governo a fazer a sua reflexão”, diz

O PCP anunciou esta quinta-feira estar a negociar com o Governo, no âmbito do Orçamento do Estado para 2017, uma proposta no sentido aplicar um novo imposto sobre património mobiliário e imobiliário de elevado valor.

Paulo Sá, deputado comunista, falava aos jornalistas depois de BE e PS terem anunciado um princípio de acordo para a criação de um novo imposto com incidência em património imobiliário de elevado valor, estando em equação a possibilidade de aplicação a imóveis com avaliação superior a 500 mil euros.

Sem nunca comentar a solução em concreto que terá sido encontrada ao nível dos grupos de trabalho entre o Bloco de Esquerda e o PS/Governo, Paulo Sá frisou que o PCP já em anos anteriores apresentou propostas (sempre rejeitadas) para a criação de um imposto sobre património imobiliário e mobiliário de elevado valor, "como forma de justiça fiscal". "Um imposto que tribute de forma mais adequada património de valor elevado que têm escapado ao pagamento de impostos e que é uma das causas da injustiça fiscal que existe no nosso país", disse.

Interrogado sobre o princípio de acordo entre socialistas e bloquistas ao nível da tributação de património imobiliário de elevado valor, o deputado do PCP apenas referiu que ao longo dos últimos meses os comunistas se têm reunido com o Governo para abordar questões de natureza fiscal.

"Nessas reuniões já colocámos a necessidade de existir um imposto sobre património mobiliário e imobiliário, partindo da proposta que já apresentámos no passado. Essa proposta que temos insistido junto do Governo para que seja aplicada, apanhando valores de elevado valor", respondeu.

Paulo Sá admite que a tributação tanto poderá ser aplicada a partir de um valor entre 500 mil e um milhão de euros – um ponto que "ainda não está fechado".

Segundo o deputado, no passado o PCP apresentou uma proposta que aplicava uma taxa de 1% em relação a património com avaliação superior a um milhão de euros. "Essa proposta está agora em exame, com o Governo a fazer a sua reflexão", acrescentou.