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Política

Defesa de Sócrates fala em decisões “ilegais, abusivas e arbitrárias”

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ANTÓNIO COTRIM / LUSA

Advogados de José Sócrates dizem que o Ministério Público não encerra o inquérito da Operação Marquês porque não tem factos e garante que irá queixar-se dos “abusos” neste processo nas jurisdições competentes

A defesa de José Sócrates qualifica de “ilegais, abusivas e arbitrárias” as decisões da Procuradora-Geral da República de alargar, por mais 180 dias, a conclusão do inquérito da Operação Marquês e de rejeitar dar a conhecer aos arguidos as suas justificações.

Em comunicado revelado tarde, João Araújo e Pedro Delille afirmam que estas decisões têm como objetivo manter o antigo primeiro-ministro e os outros arguidos e suspeitos “sem saberem o porquê nem até quando” de uma “investigação sem objeto, sem fim e sem limites, e sob o manto de uma campanha de difamação permanentemente alimentada pelas suspeições injustas, infundadas e caluniosas”.

Relativamente à prorrogação do prazo para a conclusão do inquérito, a defesa de Sócrates invoca que a decisão viola o prazo máximo definido pelo Tribunal da Relação de Lisboa e pelo próprio Juiz de Instrução. E acusam o Ministério Público de só não encerrar o inquérito porque não quer, uma vez que “não tem factos e porque todas as provas que tem impõem o imediato arquivamento, que é a última coisa que quer reconhecer.”

A defesa de Sócrates garante ainda que irá queixar-se dos “abusos” neste processo nas jurisdições competentes a nível nacional e internacional.