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Nem mais uma palavra. Moedas recusa (voltar a) comentar caso Barroso

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O comissário português Carlos moedas é o responsável pela pasta da Investigação, Ciência e Inovação no executivo comunitário de Jean-Claude Juncker

OLIVIER HOSLET/EPA

“Não comento decisões tomadas pelo presidente da Comissão por total lealdade à Comissão e penso que não devo comentar essa decisão”, disse o comissário europeu para a Inovação, Ciência e Investigação

O comissário europeu para a Inovação, Ciência e Investigação, Carlos Moedas, escusou-se esta quarta-feira a comentar a polémica em torno da contratação de Durão Barroso para o Goldman Sachs Internacional (GSI), sublinhando lealdade à Comissão Europeia.

"Não comento decisões tomadas pelo presidente da Comissão [Europeia] por total lealdade à Comissão e penso que não devo comentar essa decisão", respondeu quando questionado sobre o facto de Jean-Claude Juncker ter retirado os privilégios por inerência ao seu antecessor - que passará a ser recebido como lobista em Bruxelas.

"Foi uma polémica que eu já comentei - e já falei também em Portugal sobre isso - e não tenho mais nenhum comentário, não penso que seja bom agora para o país e é apenas mais um episódio que não vale a pena relevar", disse Moedas aos jornalistas, em Estrasburgo.

Juncker anunciou que vai examinar o contrato do seu antecessor com o GSI e deu já instruções ao seu gabinete para tratar Durão Barroso como qualquer outro lobista com ligações a Bruxelas.

Durão Barroso, por seu lado, considerou que as recentes posições do executivo comunitário sobre a sua ida para o GSI são discriminatórias contra si e contra o banco de investimento, além de inconsistentes, sublinhando ainda que não exercerá qualquer atividade lobista.

"Não fui contratado para fazer lóbi em nome do Goldman Sachs e não tenciono fazê-lo", escreveu Barroso a Juncker.

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