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Marcelo sobre Durão: “A Comissão Europeia não terá posições discriminatórias”

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ESTELA SILVA/LUSA

Presidente da República evita criticar a Comissão Europeia pelos ataques a Durão Barroso. Diz que "para futuro, a regra adotada valerá para todos"

Marcelo discorda de Durão Barroso nas duras críticas que este fez à Comissão Europeia. Na sua opinião, "a Comissão Europeia certamente não terá posições discriminatórias". O Presidente da República afirmou-o na Bulgária, onde participa numa reunião do Grupo de Arraiolos.

"A CE certamente não terá posições discriminatórias. A posição que adotar, no futuro, valerá para todos", disse o PR, lembrando que "houve um ex-presidente da Comissão Europeia e vários comissários que saíram para instituições financeiras, até especificamente para a mesma".

"É natural que haja uma regra geral de tratamento das situações", continuou o chefe de Estado português, defendendo que "para futuro" a regra agora adotada "valerá para todos".

Durão Barroso tinha acusado a Comissão Europeia de ter uma atitude "discriminatória" ao abrir um inquérito na Comissão de Ética à sua contratação pelo banco de investimento Goldman Sachs e, sobretudo, ao ter considerado que passa a olhá-lo como "representante de interesses".

O eurodeputado do PSD Paulo Rangel reforçou a resposta de Durão, concordando estar-se perante uma discriminação de Bruxelas. Agora, o Presidente da República recusa criticar diretamente a Comissão e prefere apontar para uma leitura mais exigente de Bruxelas face a ex-presidentes da Comissão: "a posição presente ou futura da Comissão Europeia valerá para todos", afirmou.

Interrogado sobre a polémica que agita a política caseira em torno do risco de um novo resgate a Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa recusou-se a responder: "Fora do país não falo de questões internas".

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    Atacado em várias frentes por ter aceitado ir trabalhar para o Goldman Sachs, Durão Barroso quebrou esta terça-feira o silêncio: numa carta inicialmente citada pelo “Financial Times” e à qual o Expresso teve entretanto acesso, acusou a Comissão Europeia de ser “discriminatória” contra si. Mas o coro dos críticos só vai engrossando. A carta pode ser lida na íntegra nesta página