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Costa corrige Centeno: “Não faz o menor sentido falar de qualquer resgate”

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José Carlos Carvalho

Primeiro-ministro diz que “quem anda à procura do diabo é melhor ir caçar pokémons”. Carlos César confessou terem chegado a temer um resgate se não resolvessem os problemas da banca

António Costa foi curto e forte a falar da polémica em torno de um hipotético segundo resgate a Portugal: "Não faz o menor sentido falar de qualquer resgate", afirmou o primeiro-ministro, no âmbito de uma visita a uma escola.

Visivelmente apostado em pôr fim à discussão que o ministro das Finanças acabou por alimentar ao dizer estar "a fazer tudo para evitar" um novo resgate, Costa foi enfático e repetiu a frase: "Não faz qualquer sentido falar de um qualquer resgate".

O primeiro-ministro avançou argumentos para explicar porque entende estar-se a discutir uma falsa questão: "Vamos ficar com um défice confortavelmente abaixo dos 2,7%"; "não temos qualquer tipo de problema com o défice"; "a questão da dívida tem sido bem gerida pelo IGCP e há uma enorme estabilidade nas taxas aplicadas a Portugal"; e "estamos a resolver as questões ligadas aos problemas financeiros".

Foi precisamente a situação da banca que o líder parlamentar do PS, Carlos César, reconheceu, na véspera, ter chegado a fazer temer a necessidade de um novo resgate. "Houve uma fase em que se pensou que isso poderia acontecer, quando se soube da herança do sector bancário que o anterior Governo deixou. Mas essa questão está ultrapassada e foi bem tratada", afirmou Carlos César, à saída de uma audiência em S. Bento..

As declarações de Mário Centeno que contribuiram para reacender o tema resgate foram feitas à CNBC. Questionado sobre o assunto, o ministro disse estar a fazer tudo para evitar novo resgate. A oposição aproveitou a deixa e nos círculos socialistas Centeno foi rapidamente corrigido. Esta quarta-feira, no Parlamento, o ministro disse ter-se "limitado a responder a uma pergunta".