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Política

Centeno abre a porta a aumento de impostos indiretos em 2017

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Luís Barra

Objetivo de reduzir impostos diretos obriga a “balanceamento” com impostos indiretos, disse esta manhã o ministro das Finanças

O ministro das Finanças Mário Centeno garantiu esta manhã que o Orçamento do Estado para 2017 não terá aumento de impostos diretos. Mas assumiu que essa opção forçará "um balanceamento entre impostos diretos e indiretos".

"As alterações fiscais a adotar no Orçamento do Estado para 2017 terão o mesmo padrão do Orçamento do Estado para 2016. Para reduzir o nível de impostos diretos terá de haver um balanceamento entre impostos diretos e impostos indiretos", explicou Centeno durante uma audição regimental na Assembleia da República.

Recorde-se que no OE para 2016 foi aumentada a carga fiscal em produtos como o tabaco, gasolina ou veículos automóveis.

Na segunda ronda de perguntas dos deputados – e quando confrontado pelos deputados do PSD com o facto de ter assumido um aumento de impostos indiretos para 2017 –, Mário Centeno esclareceu que "a redução global da carga fiscal é o indicador mais relevante" para o Governo e que esse "objetivo vai materializar-se no Orçamento para 2017".