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PS defende que “não há qualquer razoabilidade” em falar-se num segundo resgate

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TIAGO PETINGA / Lusa

Sem se pronunciar sobre as afirmações de Mário Centeno, o presidente do PS Carlos César diz que a questão relativa a um novo resgate financeiro de Portugal “não tem qualquer razoabilidade em ser colocada”

O presidente do PS considera que colocar-se o cenário de um segundo resgate financeiro a Portugal "não tem qualquer razoabilidade", alegando que o país regista este ano uma execução orçamental em conformidade com os seus compromissos externos.

Carlos César falava no final de uma audiência com o primeiro-ministro em São Bento, sobre a próxima cimeira informal da União Europeia, depois de confrontado com o teor das declarações proferidas pelo ministro das Finanças Mário Centeno em entrevista à cadeia norte-americana de televisão CNBC.

Nessa entrevista, o ministro das Finanças afirmou que fará tudo o que for necessário para evitar um segundo resgate".

Sem se pronunciar sobre as afirmações de Centeno, o presidente do PS e também líder parlamentar defendeu que as questões relativas ao resgate financeiro de Portugal não se colocam. "Essa questão não tem qualquer razoabilidade em ser colocada", salientou.

Em matéria de cenários de um resgate financeiro parcial – não como a dimensão daquele que foi acordado em 2011 –, Carlos César ainda admitiu que "houve uma fase em que se pensou que isso poderia acontecer, quando se soube da herança do sector bancário que o anterior Governo deixou". "Mas essa questão está ultrapassada e tem sido bem tratada. A verdade é que há indicadores que são muito encorajadores na área do crescimento económico e uma execução orçamental que tem sido perfeita e em conformidade com aquilo que por nós foi traçada e com que nos comprometemos. Portanto, não há necessidade de qualquer resgate", vincou ainda o presidente do PS.