Siga-nos

Perfil

Expresso

Política

Hollande ao lado de Juncker na polémica Barroso

  • 333

Inquam Photos / Octav Ganea / Reuters

“Quando sabemos que o Goldman Sachs foi uma das causas das dificuldades com que nos deparámos” com a crise financeira de 2008, “isso justifica um procedimento como o que Jean-Claude Juncker acaba de lançar”, defende o Presidente francês

O Presidente francês apoia "inteiramente" a iniciativa do presidente da Comissão Europeia de submeter a uma comissão de ética a contratação de Durão Barroso pelo banco norte-americano Goldman Sachs. "Apoio inteiramente a iniciativa", disse esta manhã François Hollande numa conferência de imprensa conjunta com o homólogo romeno Klaus Johannis, em Bucareste, citado pela agência France-Presse.

"Quando sabemos que o Goldman Sachs foi uma das causas das dificuldades com que nos deparámos" com a crise financeira de 2008, "isso justifica um procedimento como o que Juncker acaba de lançar", acrescentou.

O Presidente francês referiu que já tinha "manifestado não apenas perplexidade em relação à escolha profissional de Barroso, como também a exigência de que as regras éticas sejam respeitadas e qualquer conflito de interesses afastado", quando foi divulgada a contratação de Durão Barroso pelo banco.

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, pediu ao antecessor, o ex-primeiro-ministro português José Manuel Durão Barroso, esclarecimentos sobre as funções que vai assumir na Goldman Sachs.

Durão Barroso presidiu à Comissão Europeia entre 2004 e 2014 e foi contratado em julho pelo banco norte-americano como conselheiro para as questões ligadas à saída do Reino Unido da União Europeia ('Brexit').

  • Provedora de Justiça da UE: “Pressão e escrutínio no caso Barroso vão continuar”

    A Provedora de Justiça europeia tem sido um dos elementos de pressão no caso Barroso, que vai deixar de ser recebido como ex-presidente da Comissão Europeia. Emily O’Reilly pediu esclarecimentos à Comissão e esta acabou por pedir a Durão que mostrasse o contrato com o Goldman Sachs. O’Reilly defende que está em causa a confiança dos cidadãos nas instituições europeias e, por isso, tem de ficar claro se no novo emprego Barroso está ou não a violar os tratados. Se estiver, a Comissão pode pedir ao Tribunal de Justiça da UE que suspenda a pensão do ex-presidente