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Maria Luís Albuquerque considera presidência de Marcelo “muitíssimo bem-sucedida”

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Luis Barra

Em entrevista ao “Jornal de Negócios”, a vice-presidente da comissão política do PSD elogia a popularidade do Presidente da República e garante que a liderança de Passos Coelho no PSD “não está em causa”

A deputada Maria Luís Albuquerque, também vice-presidente da comissão política nacional do Partido Social Democrata (PSD), garante que “de maneira nenhuma” está desiludida com a atuação do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. Em entrevista ao “Jornal de Negócios”, Maria Luís diz mesmo que Marcelo tem tido uma presidência “muitíssimo bem sucedida”.

“O Presidente tem sido muito apreciado pelos portugueses e essa é uma função muito importante de um Presidente. O Presidente é suprapartidário e uma figura na qual idealmente a maioria dos portugueses se pode rever. Acho que tem uma presidência muitíssimo bem sucedida”, afirma na entrevista que o “Jornal de Negócios” publica na sua edição desta segunda-feira.

Maria Luís Albuquerque desvaloriza a ideia de que Marcelo Rebelo de Sousa tem sido um aliado político do Governo do Partido Socialista (PS). “O Presidente disse que tinha como objectivo preservar a estabilidade política e deduzo que seja a sua interpretação da forma de contribuir para esse objectivo”, comentou a vice-presidente da comissão política do PSD.

Na entrevista, Maria Luís assume que um dos objetivos centrais do PSD é a reconquista da presidência da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), o que implicará obter nas autárquicas de 2017 mais câmaras municipais do que o PS.

Questionada sobre se um eventual falhanço desse objetivo deixará Pedro Passos Coelho sem condições de continuar a liderar o PSD, Maria Luís Albuquerque afasta a ideia. “Não vejo porquê. Aliás, a liderança de Passos Coelho é um assunto apaixonante para quase toda a gente, mas eu diria que para a maior parte do partido não é algo que esteja sequer vagamente em causa”, declara a ex-ministra das Finanças.

Na mesma entrevista, Maria Luís diz ainda que o cenário de ascender à liderança do PSD é um cenário “fora de tempo” e afastá-lo ou considerá-lo agora “não faz sentido”.