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Passos Coelho deseja “a melhor sorte” a Cristas como candidata a Lisboa

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RICARDO GRAÇA/LUSA

O líder do PSD, Pedro Passos Coelho, desejou “a melhor sorte” a Assunção Cristas, enquanto candidata à Câmara de Lisboa, mas reiterou que o seu partido não vai tomar uma decisão sobre a candidatura a este município nos próximos meses

O líder do PSD, Pedro Passos Coelho, desejou este sábado “a melhor sorte” a Assunção Cristas, enquanto candidata à Câmara de Lisboa, mas reiterou que o seu partido não vai tomar uma decisão sobre a candidatura a este município nos próximos meses.

Assunção Cristas, que é líder do CDS-PP, anunciou que será candidata à Câmara de Lisboa nas eleições autárquicas de 2017, durante o discurso da 'rentrée' do partido, em Oliveira do Bairro.

Questionado pelos jornalistas, em Viseu, sobre esta candidatura, Passos Coelho lembrou que “o PSD tem uma estratégia, que foi aprovada em julho, e que não passa por fazer a sua escolha nesta altura”.

Passos Coelho desejou, “muito democraticamente, como quem olha para um aliado - que é, de facto -, a melhor sorte, o melhor sucesso” a Assunção Cristas.

“Evidentemente que o PSD, na altura própria, tomará a sua posição em matéria quer de Câmara de Lisboa, quer de outros municípios no país. Este não é o momento de estarmos a fazer o anúncio de escolhas que só serão feitas mais tarde”, frisou.

No que respeita a uma possível coligação na candidatura à Câmara de Lisboa, o presidente do PSD lembrou que a “política de coligações” do partido “não tem que ver com um município em particular”, mas sim “com mais de 300 candidaturas que vão ser feitas a câmaras municipais”.

“Teremos com certeza, como está previsto, oportunidade de conversar com o CDS/PP e ver quais são as candidaturas que partilharemos, sendo que a nossa regra foi sempre a de respeitar as orientações que, desse ponto de vista, venham das bases dos dois partidos. Isso é o mais importante”, sublinhou.

Passos Coelho disse não ter sido apanhado de surpresa pela notícia da candidatura, porque Assunção Cristas “teve a cordialidade” de o tentar prevenir telefonicamente.

“De facto não conseguiu porque eu estive aqui em ação e não pude atender o telefone, mas vi depois a mensagem que me tentou contactar, para que eu não fosse apanhado de surpresa”, contou.

O líder social-democrata escusou-se a fazer mais comentários sobre esta matéria, frisando que “o calendário do PSD não é este” e que a candidatura a Lisboa “será objeto de uma decisão por parte dos órgãos do partido na altura própria”.

“Como eu tive já ocasião de dizer, as pessoas que respirem fundo, que estejam calmas. Não vale a pena estarem ansiosas, porque nós não vamos, nos próximos meses, tomar uma decisão sobre a escolha da candidatura a Lisboa”, acrescentou.