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Passos Coelho: cumprir promessas de consolidação orçamental não é “pedir demasiado”

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NUNO ANDRÉ FERREIRA / LUSA

O líder do PSD, Pedro Passos Coelho, considera não ser “pedir demasiado” que o Governo português cumpra as promessas de consolidação orçamental, de forma a evitar a suspensão de fundos

O líder do PSD, Pedro Passos Coelho, considerou este sábado não ser “pedir demasiado” que o Governo português cumpra as promessas de consolidação orçamental, de forma a evitar a suspensão de fundos.

Em declaração aos jornalistas durante uma visita às festas de Tondela, Passos Coelho admitiu ser uma boa notícia o vice-presidente da Comissão Europeia responsável pelo Investimento, Jyrki Katainen, ter-se mostrado convicto de que Portugal e Espanha evitarão a suspensão de fundos, bastando para tal cumprirem as promessas de consolidação orçamental.

O presidente do PSD frisou que a Comissão Europeia “já foi flexível e reconheceu os sacrifícios imensos que foram feitos pelos portugueses nos anos anteriores e que, portanto, não justificava estar a sancionar o país em face do esforço que já tinha sido desenvolvido antes”.

Assim sendo, disse não lhe parecer “que seja pedir demasiado que o Governo cumpra com as metas a que se propôs, de modo a que a que este processo seja encerrado o mais depressa possível”.

“Nós sabemos que quando o primeiro processo é aberto, este segundo, que envolve os fundos estruturais, é automático, portanto, não depende da vontade política, nem do colégio de comissários, nem do conselho em Bruxelas”, afirmou.

Passos Coelho lembrou que o “Parlamento Europeu pediu para ser ouvido também neste particular” e disse concordar “que quanto mais depressa essa questão for esclarecida melhor”.

“Os Governos - quer de Portugal, quer de Espanha - ficaram de oferecer garantias em como as metas que tinham estabelecido estão bem encaminhadas, portanto, está nas mãos dos Governos arrumarem essa questão tão rapidamente quanto possível”, sublinhou.