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Marcelo trava hipótese de extinção dos Comandos

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Presidente da República visitou este sábado o Centro de Interpretação da História Militar, em Ponte de Lima.

Arménio Belo

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, garantiu este sábado, em Ponte de Lima, que a morte de dois militares dos Comandos vai ser apurada “até às últimas consequências”

Helena Pereira

Helena Pereira

Editora de Política

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, garantiu este sábado, em Ponte de Lima, que a morte dos militares dos Comandos vai ser apurada “até às últimas consequências”. O chefe de Estado, que já transmitiu às famílias as condolências, acrescentou “não estar em causa a extinção dos Comandos“, mas referiu que “uma coisa são as instituições e outra são as práticas e comportamentos”.

Na segunda-feira o porta-voz do Exército admitia que “todos os cenários” estavam em cima da mesa, admitindo assim que até a extinção do regimento dos Comandos se podia colocar face ao resultado dos inquéritos sobre a morte de um militar no domingo.

Na linha da posição do Exército, o Ministério da Defesa Nacional admitiu ao Expresso este sábado que não afasta esta possibilidade de extinção. A decisão sobre o futuro dos comandos será tomada em função do que for apurado nos inquéritos.

Marcelo Rebelo de Sousa disse também que o apuramento do que aconteceu no curso de Comandos e que resultou na morte de dois militares não lhes devolve a vida. Um dos militares era natural de Ponte de lima, “um filho da terra”, sublinhou.

“Há uma triste coincidência no dia de hoje”, acrescentou o Presidente da República, referindo-se ao facto de estar em Ponte de Lima para participar na inauguração do Centro de Interpretação da História Militar e nas Feiras Novas, que decorrem até segunda-feira naquela vila do distrito de Viana do Castelo. O presidente da República afirmou que a morte, hoje, do jovem militar natural de Gemieira, Ponte de Lima, é “uma notícia dolorosa”.

“Há que apurar práticas e comportamentos para verificar o que é que aconteceu”, destacou. Questionado pelos jornalistas sobre a necessidade de maior rigor na admissão dos militares nos cursos dos Comandos, respondeu: “Veremos, veremos exatamente o que se passou”. Este caso, sublinhou, atingiu “uma realidade extensa” pelo número de militares atingidos e, por isso, “suficientemente grave” para se apurar o que esteve na sua origem. “Bastaria que fosse um caso [...]. Tem de se apurar exatamente o que aconteceu porque o prestígio das Forças Armadas é muito importante para o país”, disse.