Siga-nos

Perfil

Expresso

Política

Comandos. Governo admite nova extinção

  • 333

Gonçalo Rosa da Silva

Ideia foi do chefe do Estado-Maior do Exército. Marcelo felicitou-o “vivamente”. Azeredo Lopes levou 24h a assumir a suspensão

Helena Pereira

Helena Pereira

Editora de Política

O Ministério da Defesa não afasta a possibilidade de nova extinção dos comandos, à semelhança do que sucedeu em 1993. “Será necessário conhecer o resultado desta inspeção, bem como dos restantes inquéritos em curso, para se saber, por um lado, o que realmente não funcionou bem e, por outro lado, quais as medidas a adotar para impedir a ocorrência de situações trágicas como aquelas que sucederam na última semana. Até se dispor desses resultados será sempre especulativo traçar-se algum cenário”, respondeu o ministério, por escrito, ao Expresso.

Do ponto de vista político, a questão dos Comandos tem alguns melindres particulares. Esta especialidade, que constitui uma tropa de elite do Exército, foi criada durante a Guerra Colonial para fazer contraguerrilha. Acabaria por ser suspensa em 1993 na sequência, precisamente, de três mortes durante os treinos, considerados violentos. Por pressão de um sector das Forças Armadas, os Comandos seriam reativados em 2002.

A decisão de suspender os cursos de comandos foi tomada na quarta-feira pelo chefe de Estado-Maior do Exército (CEME). O Governo, no entanto, demorou 24 horas a assumir publicamente a suspensão.

Leia mais na edição do Expresso deste sábado