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Ministro da Defesa admite intervir após investigações à morte de militar dos Comandos

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Marcos Borga

Azeredo Lopes garante que só intervirá após a divulgação das conclusões dos dois inquéritos que já decorrem. “A partir disso, será possível a quem tem responsabilidade política e exerce a sua autoridade na Defesa Nacional, de poder tomar as decisões que resultem das conclusões das diferentes abordagens”, diz

Azeredo Lopes admite intervir após a conclusão das duas investigações que decorrem à morte de um militar num curso de Comandos.

Em Londres, onde está para participar numa reunião, o ministro da Defesa disse à agência Lusa estar a acompanhar "com muita preocupação" os incidentes registados durante os treinos do curso de Comandos, que registou a morte no domingo e o internamento hospitalar durante a semana de pelo menos 11 militares, segundo as informações recolhidas pelo Expresso.

"Estou acompanhar [a situação] com muita preocupação", afirmou o governante esta quarta-feira à Lusa, referindo não só a vítima mortal como "outros incidentes num número que é objetivamente elevado".

Além do inquérito instaurado pelo chefe do Estado-Maior do Exército, a Procuradoria-Geral da República também abriu uma investigação, decisão que Azeredo Lopes acolheu com "serenidade". "Acho que é importante que possa haver vários olhares sobre a mesma realidade", defende.

Mesmo aceitando que as forças especiais como os Comandos envolvam treinos mais intensos, o ministro entende que deve acompanhar o caso. "Não impede o responsável político, neste caso o ministro, de estar muito atento para verificar se, com esse grau de exigência que pressupõe o facto de tratar-se de forças desta natureza, se todos os procedimentos foram cumpridos e não se levou longe demais esse esforço", justifica.

Azeredo Lopes garante que só intervirá após a divulgação das conclusões dos dois inquéritos. "A partir disso, será possível a quem tem responsabilidade política e exerce a sua autoridade na Defesa Nacional, de poder tomar as decisões que resultem das conclusões das diferentes abordagens", acrescentou.

O ministro da Defesa já tinha manifestado na passada segunda-feira "profundo pesar" pela morte de um militar do curso de Comandos em Alcochete, tendo transmitido à família do soldado a sua "solidariedade pessoal e do Governo neste momento de dor e sofrimento".

Na altura, o Exército esclareceu que apesar da morte de um militar e de um outro ter ficado ferido no domingo, os treinos iam continuar, embora adaptados ao tempo quente.

Os incidentes ocorreram ambos na região de Alcochete, no distrito de Setúbal, embora em locais diferentes, sendo que o incidente do militar que veio a falecer ocorreu pelas 15h40.

O ministro da Defesa Nacional português chegou esta quarta-feira à capital britânica para participar na Ministerial de Defesa dedicada às operações de manutenção de paz das Nações Unidas, onde estarão representados mais de 70 países e organizações internacionais.