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Costa diz que Governo tem vontade de aumentar as pensões mais baixas

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SEBASTIÃO MOREIRA / lUSA

Em resposta às exigências feitas por Jerónimo de Sousa para que e, 2017 o salário mínimo suba para os 600 euros mensais e as pensões aumentem pelo menos dez euros, o PM refere que “há uma partilha em torno da estratégia e do objetivo de reposição e de recuperação dos rendimentos das famílias”

O primeiro-ministro admite proceder a um aumento das pensões, sobretudo as mais baixas, no Orçamento do Estado para 2017, mas salienta que o salário mínimo nacional só atingirá os 600 euros no final da legislatura.

António Costa falava aos jornalistas esta segunda-feira, a meio da sua visita à Bienal de Artes de São Paulo, no Parque Ibirapuera, depois de confrontado com as exigências feitas na véspera pelo secretário-geral do PCP Jerónimo de Sousa, para que no próximo ano o salário mínimo suba para os 600 euros mensais e as pensões aumentem pelo menos no valor de dez euros.

O primeiro-ministro diz que "há uma partilha em torno da estratégia e do objetivo de reposição e de recuperação dos rendimentos das famílias".

"Neste Orçamento do Estado para 2017 temos uma grande vontade de darmos um contributo para que, pelo menos as pensões mais baixas, possam ter um aumento. Chegaremos certamente a um valor que seja o possível, o mais próximo possível daquilo que é desejável para as famílias portuguesas e que nos permita ter não só um Orçamento do Estado para 2017 aprovado, mas também executado, cumprido e sem sobressaltos para a economia e para as finanças públicas", declarou.

No caso do aumento do salário mínimo nacional, António Costa demarcou-se da proposta de aumento imediato em 2017 para os 600 euros mensais, alegando que "há uma trajetória" para se chegar a esse valor em 2019. "O que está previsto é chegar-se aos 600 euros no final da legislatura", acentuou o primeiro-ministro.

Interrogado sobre o facto de as confederações patronais contestarem o aumento do salário mínimo para 557 euros em 2017, tal como está previsto pelo seu Executivo, o líder do Governo alegou que "todos os processos negociais" conhecem essas divergências de partida.

"Mas, felizmente, no ano passado foi possível chegar-se a um acordo", respondeu.

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