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PS nega ter pedido donativos mas “vive da solidariedade e do trabalho generoso dos militantes”

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Socialistas negam a notícia do “Jornal de Notícias” que refere que o partido estava falido e que tem uma dívida no valor de 21,6 milhões de euros. Além disso, o artigo acrescentava que as despesas como luz e água eram asseguradas pelos dirigentes locais

O PS nega que o partido esteja falido e tenha pedido dinheiro aos dirigentes distrais. A notícia foi avançada esta sexta-feira pelo “Jornal de Notícias”, que dá conta de uma dívida de 21,6 milhões de euros. Os socialista garantem que “há uma enorme diferença entre uma situação financeira complexa e uma falência” e justifica a intervenção dos dirigentes.

“Um partido vive da solidariedade e do trabalho generoso dos seus militantes, pois mais não é que expressão desse coletivo. Mal seria que o PS não contasse, como conta e sempre contou, com o apoio dos seus dirigentes e militantes, tanto para o trabalho político como para os aspetos das despesas operacionais correntes”, lê-se no comunicado publicado esta sexta-feira ao final da manhã no site oficial e assinado pela comissão permanente do PS.

O texto socialista acrescenta também que o partido iniciou um em 2016 um processo “de amortização de dívida negociado com as instituições de crédito que permitirá uma redução sustentada do seu endividamento”.

O artigo publicado pelo “JN” noticia que parte dos dirigentes locais asseguram as despesas como a eletricidade e a água, sendo esses pagamentos assumidos como “contribuições” ou “donativos”. Segundo a mesma publicação, as distritais onde mais vezes têm sido os dirigentes a pagar as contas são as de Coimbra, do Porto e de Setúbal.

O PS ressalva ainda no comunicado que cabe às distritais gerir, “conjuntamente com as estruturas locais”, as verbas que lhes foram transferidas pela sede nacional do partido. “Esse processo decorre com toda a normalidade.”