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Costa garante fim de todos os cortes nas pensões

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Marcos Borga

Adiamento do fim da CES para haver dinheiro para aumento das pensões mais baixas era hipótese. PCP e BE frontalmente contra qualquer manutenção de cortes

Helena Pereira

Helena Pereira

Editora de Política

O primeiro-ministro garantiu esta quarta-feira que em 2017 não será mantido nenhum corte nas pensões.

"Está fora de causa. Não haverá qualquer novo corte de pensões", afirmou hoje o primeiro-ministro aos jornalistas, confrontado com a notícia do Público de que o Governo admitia manter a Contribuição Extraordinária de Solidariedade (CES) que atinge os pensionistas com rendimentos elevados de modo a ter mais dinheiro para aumentar as pensões mais baixas.

"O que está estabelecido no Programa do Governo é que os cortes serão eliminados. A sobretaxa será eliminada e os vencimentos serão repostos", explicou ainda.

Contactado pelo Expresso, tanto o BE como o PCP manifestaram-se contra qualquer ideia de adiar o fim da CES.

"O PCP sempre se opôs à criação da CES, tendo já no quadro da nova fase da vida política nacional defendido a sua extinção total em 2016. A penalização injusta e indevida que permanece (50%) deve ser integralmente eliminada em 2017. É falsa a ideia de que para aumentar os pensionistas com pensões mais baixas é preciso reduzir as pensões mais altas", reagiu, por escrito, o PCP. "A valorização do conjunto das pensões, com especial atenção para as mais baixas, repondo as parcelas perdidas nos últimos quatro anos e procedendo à sua actualização anual é uma exigência inadiável", acrescenta.

O BE, pela voz do deputado José Soeiro, afirmou ao Expresso, por seu lado, que o partido "é a favor do princípio de que quem tem mais, contribui mais e não do princípio de que os rendimentos não sejam integralmente devolvidos".