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Política

Santana deixa o PSD à vontade para escolher outro candidato à Câmara de Lisboa

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Luís Barra

O ex-autarca não fecha a porta a uma eventual candidatura à Câmara de Lisboa, mas estranha as posições que têm surgido nesse sentido, em especial a de Marques Mendes

Embora tenha dito que tenciona cumprir os dois anos e meio da direção da Misericórdia de Lisboa que ainda tem pela frente, Pedro Santana Lopes não fechou a porta a uma eventual candidatura à Câmara de Lisboa, na sua intervenção desta terça-feira à noite na SIC Notícias, referindo que a possibilidade de “circunstâncias excecionais que nunca podemos prever”.

Santana manifestou contudo estranheza pelas posições que têm surgido no seu partido a favor da sua candidatura, em especial a assumida por Marques Mendes, que não o apoiou em 2005: “Marques Mendes defende agora que (eu) seja candidato à Câmara de Lisboa (…) Agora, 10 anos depois, quando estou mais velho, quando sou um has been (…) faz-me confusão”.

Ao mesmo tempo, o ex-autarca declarou que o seu partido está à vontade para apoiar outra candidatura: “O PSD é absolutamente livre se quiser escolher outro candidato (…) amigo não empata amigo (…) se o caminho político melhor para o PSD for outro que o siga”.

Tanto Santana como António Vitorino indicaram não acreditar que o PSD venha a apoiar uma candidatura conjunta encabeçada pela líder do CDS-PP. O socialista Vitorino disse que tal seria muito difícil por seria dar a dianteira do processo ao partido mais pequeno. Uma ideia reforçada por Santana que considerou que seria “algo complicado” que o PSD entregasse a liderança da disputa política ao CDS-PP, referindo que tal apenas aconteceu com Krus Abecasis, num quadro político muito distinto, ainda dentro dos tempos do “pós-revolução”.