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Passos: É “obrigação moral” da esquerda dar estabilidade, aprovando o OE 2017

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Pedro Passos Coelho, acompanhado pelo presidente da distrital do PSD/Porto, António Bragança Fernandes, com uma rosa feita de madeira oferecida por uma comerciante, em Penafiel

ESTELA SILVA / LUSA

O presidente do PSD defende que cabe ao PCP, BE e PS a “responsabilidade de ter o entendimento que suporte o Governo e o seu principal instrumento de ação política que é o seu orçamento”

O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, disse este doimingo ser "obrigação moral" da esquerda dar estabilidade ao país, aprovando o Orçamento do Estado para 2017.

"Existe uma obrigação moral. Os partidos que suportam este Governo comprometeram-se a conferir estabilidade política ao país", afirmou o ex-primeiro ministro.

Falando aos jornalistas à margem da visita que realizou este domingo à Feira Agrícola do Vale do Sousa, em Penafiel, Passos disse ser ao PCP, BE e PS "que cabe a responsabilidade de ter o entendimento que suporte o Governo e o seu principal instrumento de ação política que é o seu orçamento".

Para o líder da oposição, "a política que o Governo vem executando é uma política como o PCP e o BE têm vindo a reclamar". Portanto, concluiu Passos, "não há nenhuma razão para estar a antecipar problemas com o orçamento".

Questionado sobre a postura do PCP face ao orçamento de 2017 e o facto de aquele partido admitir que a Europa pode influenciar a preparação do documento, Passos respondeu: "Isso é o que o Partido Comunista diz agora, porque pretende ganhar algum espaço de influência e negociação junto do PS e do Governo".

O presidente do PSD previu depois que "o PCP, o BE e o PS entender-se-ão bem para fazer o Orçamento para o próximo ano".

O líder da oposição insistiu que os indicadores conhecidos da execução do atual orçamento mostram que é cada vez mais curto o espaço de cumprimento.

"A cada mês que passa, as contas vão ficando menos boas e com a experiência que tenho de Governo, sabendo o que sei da execução de orçamentos e conhecendo as opções que já foram tomadas e que se refletirão nos próximos meses, vejo que haverá mais dificuldade em que o resultado que foi anunciado possa ser atingido", considerou. Frisou, porém, que "o Governo ainda tem tempo para poder corrigir esse trajeto".