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PS critica Passos e diz que execução orçamental é “francamente positiva”

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MIGUEL A. LOPES / LUSA

João Galamba, porta-voz dos socialistas, disse que Pedro Passos Coelho “não conhece nem leu o orçamento que ele próprio está agora a criticar”, numa reação às críticas de Passos aos números da execução orçamental

O porta-voz do PS, João Galamba, criticou este domingo as declarações feitas no sábado à noite pelo presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, sobre a execução orçamental, frisando que os números são "objetivamente positivos".

"[As críticas] Não têm qualquer fundamento. Pedro Passos Coelho, depois das suas alucinações com o diabo, parece ter perdido um pouco o contacto com a realidade e agora decidiu criticar números de execução orçamental que são objetivamente positivos", disse à Lusa o deputado socialista.

Galamba disse parecer que Passos Coelho "não conhece nem leu o orçamento que ele próprio está agora a criticar".

"Parece ter esquecido que em contabilidade pública, que é aquilo que foi falado ontem [sábado], o défice está a baixar cerca de 450 milhões de euros face ao ano passado", salientou.

"Só que o objetivo anual, em contabilidade pública, é que aumente 900 milhões de euros, e o que ele parece estar a falar como se fosse expectável é que a contabilidade pública, que é diferente da nacional, baixe. Não! É suposto que ela aumente. E o facto de estar a baixar mais de 400 milhões mostra que a execução orçamental está no bom caminho", acentuou.

"É um exercício difícil, como sempre dissemos, mas não há qualquer fundamento para as declarações de Passos Coelho ontem [sábado]", sustentou o porta-voz do PS.

O presidente do PSD avisou, no sábado à noite, que face à execução orçamental conhecida o défice, no final do ano, poderá até ser superior ao verificado em 2015.

"Tudo aponta para que o que temos à nossa frente seja, portanto, um caminho que já não é de voltar ao défice do ano anterior, é de poder até ficar além desse défice", afirmou o ex-primeiro ministro.

Passos Coelho falava em Paços de Ferreira para cerca de 600 militantes que participavam num jantar de homenagem aos autarcas locais, onde recordou que em junho de 2016 a diminuição do défice, face ao mesmo mês de 2015, era de 900 milhões. Um mês depois, acrescentou, esse valor diminuía para cerca de 500 milhões.