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Incêndios: Marcelo valoriza apoios nacionais quando comparados com os anunciados em Itália

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Marcelo Rebelo de Sousa acompanhado pelo presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque e pela ministra da Administração Interna, Constança de Sousa, no Funchal

GREGÓRIO CUNHA / LUSA

Marcelo Rebelo de Sousa chegou este domingo à Madeira para uma visita de três dias à região autónoma, gravemente afetada pelos incêndios em agosto

O Presidente da República valorizou este domingo os apoios financeiros que serão investidos na reconstrução da ilha da Madeira quando comparados com os valores avançados por Itália para fazer face aos danos do terramoto da semana passada.

"Aqui já houve entre linhas de crédito e decisões apalavradas 60 e tal milhões avançados, em Itália, com aquela tragédia [terramoto] o Governo de [Matteo] Renzi anunciou 50 milhões para aquela tragédia, quer dizer, nós portugueses apesar de tudo tivemos uma capacidade e uma generosidade financeira, começando a falar em números, são números que comparados com aquilo que nós lá vimos que se alguém é considerado apertado não somos nós", disse Marcelo Rebelo de Sousa no lugar da Cancela, arredores do Funchal (ilha da Madeira).

O chefe de Estado falava aos jornalistas sobre os apoios já garantidos para a ajuda à ilha no valor de 62,5 milhões de euros e após ter estado com 16 famílias que ficaram sem casa na sequência dos incêndios da segunda semana de agosto e que se encontram alojadas temporariamente nesta zona residencial.
Marcelo Rebelo de Sousa chegou hoje à Ilha da Madeira para uma visita de três dias a esta Região Autónoma.

A visita iniciou-se no Regimento de Guarnição n.º 3, onde o Presidente esteve mais de uma hora, dirigindo-se depois para a Cancela para se encontrar com as vítimas dos incêndios.
No campo desportivo na urbanização fez questão de falar mais demoradamente com os novos habitantes (84 no total), cumprimentando todas as pessoas que ali o esperavam.

Marcelo Rebelo de Sousa questionou os moradores sobre se já tinham eletrodomésticos e quis saber se os mais pequenos já estavam a pensar no regresso às aulas.

"Estão preparados para voltar à escola", questionou, referindo depois que "é preciso pensar nisso porque as escolas são no Funchal". De imediato, a secretária Regional da Inclusão e Assuntos Sociais, Rubina Leal, disse que já foi criado um gabinete para o efeito.

Marcelo leu ainda uma carta de boas-vindas escrita à mão por uma menina de nove anos e questionou a autora: "o que pensas disto?". A menina respondeu que já brinca com novos amigos que gosta de ali estar.

Mais moderados estiveram outros moradores de outras idades que embora tristes nunca se queixaram e informaram o Presidente que já tinham eletrodomésticos.

Marcelo Rebelo de Sousa deu esperança, acarinhou e tirou fotografias a quem lhe pedia e abraçou Carlos Pereira, um desalojado da freguesia do Monte e que hoje completou 56 anos.

"Quem aqui esteve e viveu percebe como há uma capacidade vital e de olhar para o futuro", disse depois aos jornalistas Marcelo Rebelo de Sousa no final da visita.

Em seguida, o chefe de Estado, acompanhado do presidente da câmara do Funchal, Paulo Cafôfo, observou o estado que ficaram alguns dos 11 edifícios que arderam na baixa do Funchal, no centro histórico de São Pedro, na sua maioria estabelecimentos comerciais.

Nesta zona, o Presidente viu ouviu algumas ideias por parte do arquiteto coordenador do gabinete criado para pensar a reconstrução, Paulo David, nomeadamente de convocar universidades portuguesas e estrangeiras para este processo.