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Catarina Martins: “O país sabe que o BE é uma garantia de estabilidade”

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PAULO NOVAIS / LUSA

A coordenadora do Bloco de Esquerda acusou a direita de se resumir “a esconder a sua política e a anunciar o desastre do país”

A coordenadora bloquista, Catarina Martins, assegurou este domingo que enquanto se cumprir o compromisso de parar a austeridade e o empobrecimento, o BE não vai criar crise política, instabilidade ou incerteza, sendo uma "garantia de estabilidade".

No encerramento do fórum socialismo, a 'rentrée' política do BE que começou sexta-feira e acabou este domingo em Santa Maria da Feira, Catarina Martins acusou a direita de se resumir "a esconder a sua política e a anunciar o desastre do país", considerando que recusar este desastre "exige de todos uma outra forma de fazer política".

"O país sabe que o Bloco de Esquerda é uma garantia de estabilidade. Temos cumprido cada palavra do acordo que assinamos. E que ninguém duvide que enquanto se cumprir este compromisso com o povo de parar a austeridade e o empobrecimento, com medidas para servir o emprego, os salários, as pensões, não será o Bloco a criar crise política, instabilidade ou incerteza", assegurou.

Para a líder bloquista, "este tem que ser o tempo de políticas sólidas, consistentes, com continuidade, bem preparadas e por isso com possibilidade de sucesso".

Catarina Martins assume que "não tem sido fácil e já houve surpresas", como o exemplo do Banif, as ameaças das sanções, as dificuldades na CGD, a indefinição no Novo Banco, e as manobras no Banco de Portugal.

"Mas vejam o que todas estas surpresas e instabilidade têm tido em comum: o responsável foi sempre o sistema financeiro, a banca, a Comissão Europeia", sustentou.

Segundo a coordenadora do BE, "quando o Governo hesitou ou quando recuou, no caso do Banif ou da segunda resolução do BES, do Bloco veio sempre uma alternativa prática, tecnicamente forte e realizável".

"Não aceitamos que encerrem o país numa jaula de rendas e favores à finança. E trabalhamos todos os dias para libertar o país das garras do sistema financeiro", vincou.

Catarina Martins admite que "o caminho é estreito e em alguns momentos parece mesmo bloqueado", sendo a tarefa dos bloquistas "desbloquear e abrir caminho", sendo "cada dia um bico-de-obra".

A líder bloquista fez um resumo de um "fim de semana intenso", com 52 debates de variados temas, tendo este sido um dos fóruns Socialismo "mais participados de sempre", uma vez que ultrapassaram marca das 500 pessoas que passaram pela Escola Secundária de Santa Maria da Feira.

Catarina Martins aproveitou ainda o balanço para falar do painel no qual entrou o ativista luso-angolano Luaty Beirão, através da internet, para criticar os partidos com assento parlamentar -- PSD, PS, CDS-PP e PCP -- que foram ao congresso do MPLA.
"Sentimo-nos bem por ficar fora do congresso do MPLA. Nenhum interesse, nenhum negócio nos faria esquecer o que é essencial: liberdade já!", atirou.