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PCP solidário com MPLA no congresso de Luanda

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Numa declaração no VII congresso do partido angolano, Rui Fernandes recordou que o Partido Comunista apoiou sempre a unidade e independência de Angola, a paz e os direitos e progresso social do povo angolano

O dirigente do Partido Comunista Português (PCP) Rui Fernandes reiterou esta quinta-feira a solidariedade do partido com o MPLA, partido no poder em Angola, na defesa da soberania e integridade territorial do país.

A posição foi transmitida numa declaração do partido português no VII congresso ordinário do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), que decorre em Luanda até sábado, e que foi fortemente aplaudida pelos mais de 2.500 congressistas.

Rui Fernandes recordou que o PCP apoiou sempre a unidade e independência de Angola, a paz e os direitos e progresso social do povo angolano.

"Rejeitando operações de desestabilização contra Angola e o seu povo, considerando que cabe ao povo angolano decidir soberanamente o seu presente e futuro, liberto de quaisquer ingerências externas", apontou.

O dirigente comunista transmitiu o desejo que o VII congresso do MPLA represente um contributo para a construção de um futuro melhor e a concretização das aspirações do povo angolano.

"Expressamos o desejo de prosseguir e desenvolver as relações históricas que unem os nossos dois partidos e contribuir para o estreitamento dos laços de amizade e de cooperação entre Portugal e Angola e entre os dois povos", frisou.

Rui Fernandes lembrou ainda que o povo angolano contou sempre com a solidariedade do PCP "na sua luta pelo fim do colonialismo português pelo fim da agressão do 'apartheid' da África do Sul, pelo fim da ingerência do imperialismo e da ação criminosa da UNITA, pela conquista da paz e pela reconstrução do seu país".

Segundo Rui Fernandes, em Portugal o PCP prossegue a sua luta em defesa dos direitos dos trabalhadores e do povo português, da soberania e independência nacionais por uma efetiva rutura com a política direita e por uma alternativa patriótica e de esquerda, que abra caminho para uma democracia avançada que afirma os valores da revolução de abril, no futuro de Portugal e aponte como perspetiva o socialismo.

No final, o dirigente do PCP ofereceu ao MPLA um documento clandestino daquela força política portuguesa, de março de 1961, contra a guerra colonial do regime fascista português e de solidariedade com a luta de libertação do povo angolano.

Ao VII congresso do MPLA estão ainda representantes, de Portugal, dos partidos PS, PSD e do CDS-PP.