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Passos Coelho espera que Governo corrija trajetória seguida

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STEVEN GOVERNO / LUSA

Líder do PSD diz que números do Governo são “desmentidos pela realidade”

O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, afirmou este domingo, em Quarteira, que o Governo, no âmbito da preparação do Orçamento do Estado para 2017, deveria corrigir a trajetória seguida, depois dos dados estarem a ser “desmentidos pela realidade”.

O Governo terá de avaliar "devidamente, na preparação agora do Orçamento do Estado para 2017, qual a melhor maneira de corrigir a trajetória que vem seguindo”, disse o líder social democrata.

Passos Coelho espera que o executivo socialista possa fazer essa correção, “sobretudo dando credibilidade aos números que vieram apresentar, dado que os que constam do Orçamento do Estado, que foi aprovado para este ano, estão a ser desmentidos pela realidade”.

O presidente do PSD falava aos jornalistas à entrada da Festa do Pontal, no calçadão de Quarteira, freguesia do concelho algarvio de Loulé, reagindo aos dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), na sexta-feira.

A economia portuguesa cresceu 0,2% entre abril e junho, face ao primeiro trimestre deste ano, taxa idêntica à dos dois trimestres anteriores, e avançou 0,8% em termos homólogos, divulgou o INE.

Passos Coelho recordou que ainda “nenhum membro do Governo” falou dos dados divulgados pelo INE, considerando que os dados revelados “não são números bons, de facto”.

Apesar disso, o líder do PSD enfatizou que não é um pessimista: “Não é uma questão de opinião. Gostava de estar mais otimista para o país, porque isso era um bom sinal para toda a gente”.

“É muito negativo quando os governantes fazem de conta que não veem a realidade e isso normalmente é um mau sinal para o futuro, e eu gostaria que o nosso futuro pudesse ser melhor do que aquilo que os números que agora vêm sendo divulgados apontam”, disse o presidente social-democrata, que discursa hoje na Festa do Pontal, pelo sétimo ano consecutivo, agora como líder da oposição.

Os valores divulgados na estimativa rápida do INE ficam abaixo da estimativa média de analistas contactados pela Lusa, que previam um crescimento de 0,4%, em cadeia, e de 1%, em termos homólogos.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, considerou contraditórios os dados sobre a economia portuguesa divulgados, sublinhando que é necessário continuar o esforço de contenção orçamental.

O Ministério das Finanças, num comunicado, reiterou que a meta de redução do défice será cumprida este ano, apesar de o crescimento económico, no segundo trimestre, ter sido inferior ao subjacente no OE2016.