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Dados do INE são um “murro no estômago da geringonça”

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No seu espaço habitual na SIC, Luís Marques Mendes falou sobre o abrandamento da economia do país, Passos Coelho e ainda sobre as estratégias e medidas de prevenção e combate aos incêndios que assolaram e continuam a assolar o país

Helena Bento

Jornalista

Luís Marques Mendes diz que os números divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) na sexta-feira, que mostram um abrandamento da economia, são “preocupantes” e mostram o quão “furada está a sair a estratégia do Governo”. “São uma bofetada na estratégia do Governo e um murro no estômago da geringonça”, considera Marques Mendes, que não duvida, no entanto, que a meta dos 2,5% do défice vai ser cumprida.

A economia portuguesa cresceu 0,2% entre abril e junho, face ao primeiro trimestre deste ano, taxa idêntica à dos dois trimestres anteriores, e avançou 0,8% em termos homólogos, divulgou o INE.

Questionado a respeito das medidas de prevenção e combate aos incêndios que assolaram e continuam a assolar o país, Marques Mendes lamentou que todos os anos se ouça a “lengalenga habitual”, na qual “já ninguém acredita”, e que isso não resulte em medidas concretas. “Todos os anos se diz a mesma coisa e todos os anos se cometem os mesmos erros”. O comentador chamou ainda a atenção para “os lobbies e grupos de interesse que exercem influências negativas nesta matéria”.

Sobre Passos Coelho, presente este domingo na Festa do Pontal, no calçadão de Quarteira, Marques Mendes, que comentava a atualidade na SIC antes de o líder do PSD subir ao palco para o discurso esperado, sublinhou o seu “discurso pessimista”, “derrotista” e “muito concentrado no passado e nas questões financeiras”. Na sua opinião, os sociais-democratas deviam “criar uma equipa de porta-vozes” que falasse sobre “as várias áreas setoriais”.