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“Infelizmente tínhamos razão”, diz Maria Luís Albuquerque

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Luis Barra

Ex-ministra das Finanças diz que os números do INE sobre o segundo trimestre são “francamente negativos” e acusa Governo de ter provocado a “estagnação” da economia

Filipe Santos Costa

Filipe Santos Costa

Jornalista da secção Política

Maria Luís Albuquerque acusou o Governo de ser o responsável pela "estagnação" da economia portuguesa, invertendo a tendência deixada pelo anterior Executivo de convergência com o crescimento da restante Europa. "Os números são francamente negativos", disse a ex-ministra das Finanças ao início da tarde, reagindo aos dados dos INE sobre o segundo trimestre, divulgados esta sexta-feira.

A vice-presidente do PSD notou que a taxa de crescimento verificada (0,8%) é praticamente "metade da que se verificou no ano de 2015", o que significa "uma divergência relativamente ao crescimento da área do euro e da Europa, quando estávamos a convergir".

"Infelizmente tínhamos razão", concluiu Maria Luís Albuquerque. "A estratégia do Governo é economicamente errada, a procura interna não teve qualquer contributo para o crescimento" e o investimento caiu. Mesmo o saldo líquido da procura externa (ou seja, exportações menos importações), que se apresenta positivo, resulta de uma má notícia, como enfatizou Maria Luís: não é que Portugal esteja a exportar mais (as exportações caíram), apenas importou menos.

"O que nos preocupa", frisou a ex-ministra, "são as consequências que os erros desta estratégia económica terão para os portugueses" - e Maria Luís tratou de prever já esses impactos negativos, sobre o défice, a dívida pública, o emprego e "o bem-estar dos portugueses".

"Sabemos que quando a economia deixa de crescer se segue austeridade", avisou a vice-presidente do PSD. Já Passos tinha alertado que "em setembro vem aí o diabo"...