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Finanças: Meta do défice será cumprida apesar de crescimento do PIB abaixo do previsto

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Mário Cruz / Lusa

O ministério liderado por Mário Centeno salientou ainda que “os indicadores de confiança da indústria, construção, serviços e comércio, estão acima dos valores que registavam no final de 2015”

O Ministério das Finanças reiterou esta sexta-feira que a meta de redução do défice será cumprida este ano, apesar de o crescimento económico no segundo trimestre ter sido inferior ao subjacente no Orçamento do Estado de 2016 (OE2016).

"A economia portuguesa cresceu 0,8% face ao segundo trimestre de 2015. Uma evolução inferior à que está subjacente ao OE2016. A economia está assim a levar mais tempo a acelerar o ritmo de crescimento", admitiu esta sexta-feira o ministério tutelado por Mário Centeno em comunicado, depois de o Instituto Nacional de Estatística (INE) ter divulgado a sua estimativa rápida das contas nacionais.

De acordo com os números divulgados pelo INE, a economia portuguesa cresceu 0,2% entre abril e junho face ao primeiro trimestre deste ano, taxa idêntica à dos dois trimestres anteriores, e avançou 0,8% em termos homólogos, o que representa uma desaceleração face ao crescimento de 0,9% no trimestre anterior.

No comunicado, o ministério afirmou ainda que "o crescimento nominal do PIB dever-se-á ter mantido robusto no segundo trimestre (após 3,3% no primeiro trimestre)", concluindo que, "por isto, a execução fiscal no primeiro semestre encontra-se em linha com o orçamentado".

Assim, a tutela voltou a afirmar o objetivo do défice para o conjunto do ano: "O rigor das contas públicas traduz-se, também, na contenção da despesa pública. Como resultado, a melhoria do défice público no primeiro semestre excedeu o projetado no OE de 2016, permitindo antever o cumprimento do objetivo anual".

Sem referir se mantém ou altera a meta de um crescimento económico de 1,8% para este ano, conforme previsto no OE2016 e reiterado no Programa de Estabilidade 2016-2020, o Ministério das Finanças disse apenas que, "nos próximos meses, o crescimento económico deverá ser sustentado nos sinais de franca recuperação do mercado de trabalho".

O ministério salientou ainda que "os indicadores de confiança da indústria, construção, serviços e comércio, estão acima dos valores que registavam no final de 2015" e que as "expectativas de investimento em 2016, divulgadas pelo INE, são as mais elevadas desde 2007", acrescentando que o Portugal 2020 virá reforçar o investimento.