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Albuquerque volta a rejeitar criticas sobre demora no pedido de reforço de meios na Madeira

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HOMEM DE GOUVEIA/ Lusa

O líder madeirense tem sido alvo de muitas críticas por ter declarado que a situação dos fogos estava “perfeitamente controlad”a" e “relativamente controlada”, tendo pouco tempo depois acontecido um agravamento do problema e o fogo acabou por “descer à cidade" do Funchal, provocando três mortos

O presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, voltou esta quinta-feira a rejeitar as críticas de pedido tardio do reforço de meios para o combate aos fogo na Madeira.

"Assumo a responsabilidade como presidente do Governo Regional. Esta é uma responsabilidade que assumo em pleno", declarou o governante madeirense, numa conferência de imprensa após a reunião mantida esta quinta-feira à tarde com o primeiro-ministro, António Costa, que efetua uma visita à Madeira na sequência dos incêndios que fustigaram a ilha desde segunda-feira.

O líder madeirense tem sido alvo de muitas críticas por ter declarado na terça-feira que a situação dos fogos estava "perfeitamente controlada" e "relativamente controlada", tendo pouco tempo depois acontecido um agravamento do problema e o fogo acabou por "descer à cidade" do Funchal, provocando três mortos, destruindo mais de 150 imóveis e originando centenas de desalojados e deslocados.

Muitas vozes consideraram que o pedido de reforço à Lisboa aconteceu de forma tardia.

"O que se passou é muito simples: Eu falei logo de manhã [terça-feira] com a senhora ministra da Administração Interna" sobre a possibilidade de disponibilizar "o reforço de meios caso fosse necessário", sublinhou o responsável madeirense.

Miguel Albuquerque realçou que "a situação às 16:00 era de controle do fogo a montante", conforme informou na conferência do balanço desse dia.

"Logo que detetamos pelas 16:20/16:30 uma inversão do vento, consoante as recomendações da Proteção Civil, imediatamente, entrei em contacto com o primeiro-ministro e os meios chegaram de madrugada", declarou.

Segundo o presidente do executivo regional, "esta é a situação correta e normal, porque, se a situação se mantivesse estável não tinha qualquer sentido, nem era aconselhável estar a desviar meios para nenhuma situação onde o fogo estava estabilizado, nessa altura, às 16h ".

Depois do governo do arquipélago da Madeira ter contactado o Governo da República, a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) mobilizou 120 operacionais, que se juntaram a 30 dos Açores, para apoio ao combate a incêndios na região autónoma.

Do continente seguiram 30 elementos do Grupo de Intervenção Proteção e Socorro (GIPS) da GNR, 40 do Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa, dez da Força Especial de Bombeiros (FEB), 30 bombeiros voluntários, cinco do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e cinco da ANPC, liderados pelo segundo comandante operacional nacional, adiantou a mesma fonte.

Na conferência de imprensa conjunta com António Costa, que contou com a presença dos presidentes dos quatro municípios madeirenses afetados pelos incêndios [Funchal, Calheta, Porto Moniz e Santa Cruz], Albuquerque referiu que estão a decorrer intervenções para repor a normalidade, sendo prioridade o alojamento das pessoas cujas moradias foram danificadas, por serem "em grande número famílias carenciadas".