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Fogos: BE pede reunião urgente com Governo

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DUARTE SÁ / Lusa

O PCP já tinha anunciado ir dar prioridade à questão dos incêndios na conferência de líderes parlamentares desta tarde, pelas 18h, em detrimento do pedido do CDS para ouvir o Governo sobre viagens de secretários de Estado oferecidas pela Galp

Os responsáveis do BE vão propor esta quarta-feira a marcação urgente de uma reunião da comissão permanente da Assembleia da República sobre o problema dos incêndios em todo o país, na conferência de líderes, anunciam os bloquistas em comunicado.

"Levaremos à conferência de líderes, que reúne esta tarde, a proposta de marcação urgente de uma reunião da comissão permanente para que possa ser discutido, juntamente com o Governo, o combate aos incêndios e o acionamento de planos de reconstrução para as áreas ardidas e de programas de apoio a todas as populações afetadas, especialmente as que perderam as suas habitações", lê-se no texto.

Para o BE, "é particularmente preocupante a situação que se vive na Madeira e no Funchal, onde o fogo atingiu áreas urbanas, incluindo o centro histórico" e o partido "apoia a mobilização de todos os meios necessários, nacionais e internacionais, para combater o incêndio no Funchal".

O PCP anunciara na véspera ir dar prioridade à questão dos incêndios na conferência de líderes desta tarde, pelas 18h, em detrimento do pedido do CDS para ouvir o Governo sobre viagens de secretários de Estado oferecidas pela Galp.

O grupo parlamentar centrista tinha requerido uma reunião extraordinária para formalizar uma audição ao Executivo socialista sobre as deslocações de três secretários de Estado para verem jogos de futebol do Euro 2016 à custa da empresa energética.

Três pessoas morreram esta noite e madrugada no Funchal, na sequência dos incêndios que deflagraram no concelho na segunda-feira. As mortes ocorreram na zona da Pena, na freguesia de Santa Luzia, na travessa Silvestre Quintino de Freitas, sendo moradores de duas das residências atingidas pelo fogo.

Os incêndios que deflagraram pelas 15h30 de segunda-feira e provocaram ainda dois feridos graves, um desaparecido, cerca de mil desalojados, entre residentes e turistas, muitas casas e um hotel [Choupana Hills] foram consumidos pelas chamas, tendo o fogo descido à cidade na noite de terça-feira e afetado o centro histórico de São Pedro. Os prejuízos materiais são avultados.

As autoridades tiveram de evacuar dois hospitais, diversos hotéis, estando cerca de 600 pessoas no Regimento de Guarnição n.º3 (quartel do Funchal), 300 no estádio dos Barreiros e 50 no centro cívico de São Martinho.

Cerca de 135 efetivos, 115 oriundos de Lisboa e outros 20 Açores, foram enviados para a Madeira para reforçar as equipas no combate aos incêndios.