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Sondagem: PS e BE à beira da maioria absoluta

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Se as eleições fossem hoje, PS poderia dispensar a CDU de um entendimento à esquerda para conseguir governar

Cristina Figueiredo

Cristina Figueiredo

texto

Jornalista da secção Política

Olavo Cruz

Olavo Cruz

infografia

PS e BE voltaram a crescer nas intenções de voto dos inquiridos em agosto para o estudo de opinião da Eurosondagem para o Expresso e SIC. Somados recolhem a preferência de 45,2% dos portugueses, mais 0,7 pontos do que há um mês, ficando assim no limiar mínimo da maioria absoluta – em 2005, bastaram 45,03% para José Sócrates obter 121 dos 230 lugares da Assembleia da República. Este é o dado mais significativo da sondagem de agosto, que dá ainda a CDU (neste cenário a correr o risco de ser dispensável de um acordo de governação) em queda.

À direita, o CDS também desce (0,5 pontos), mas o PSD mantém-se sem qualquer alteração relativamente a julho – aparentemente só o partido de Assunção Cristas foi penalizado pelo facto de ter passado as últimas semanas a denunciar que o Governo não fizera o suficiente para conseguir evitar as sanções europeias, ainda que Pedro Passos Coelho tenha feito tanto (ou mais) barulho com o tema.

FICHA TÉCNICA

Estudo de Opinião efetuado pela Eurosondagem S.A. para o Expresso e SIC, de 26 de Julho a 2 de Agosto de 2016. Entrevistas telefónicas, realizadas por entrevistadores selecionados e supervisionados. O Universo é a população com 18 anos ou mais, residente em Portugal Continental e habitando em lares com telefone da rede fixa. A amostra foi estratificada por Região (Norte – 20,1%; A.M. do Porto – 13,6%; Centro - 29,6%; A.M. de Lisboa – 26,8%; Sul – 9,9%), num total de 1.005 entrevistas validadas. Foram efetuadas 1.221 tentativas de entrevistas e, destas, 216 (17,7%) não aceitaram colaborar Estudo de Opinião. A escolha do lar foi aleatória nas listas telefónicas e o entrevistado, em cada agregado familiar, o elemento que fez anos há menos tempo, e desta forma aleatória resultou, em termos de sexo, (Feminino – 51,8%; Masculino – 48,2%) e, no que concerne à faixa etária, (dos 18 aos 30 anos – 16,7%; dos 31 aos 59 – 51,3%; com 60 anos ou mais – 32,0%). O erro máximo da Amostra é de 3,09%, para um grau de probabilidade de 95,0%. Um exemplar deste Estudo de Opinião está depositado na Entidade Reguladora para a Comunicação Social.