Siga-nos

Perfil

Expresso

Política

Nuno Magalhães: “O convite é legítimo. O que não é legítimo é aceitar”

  • 333

Alberto Frias

O líder parlamentar do CDS considerou como “inaceitável” o facto de Rocha Andrade ter aceitado o convite da Galp para assistir a dois jogos do Euro 2016. Na RTP3, o centrista defendeu ainda que António Costa está a dever “uma explicação aos portugueses”

Nuno Magalhães defendeu que quando alguém está num cargo público, como o de secretário de Estado ou de ministro, tem “deveres especiais”, que devem ser tomados em conta na altura em que se toma posse. Esta quinta-feira à noite, na RTP3, o líder da bancada parlamentar do CDS lembrou que os cargos “afetam as vidas, até a nível pessoal” de quem os assume.

“Estando secretário ou ministro as pessoas não podem deixar de viver, mas estando nessa posição há questões de conflito”, disse Nuno Magalhães. “O convite é legítimo. O que não é legítimo é aceitar. Do ponto de vistas político, é inaceitável”, acrescentou.

O deputado centrista disse ainda que as declarações de Augusto Santos Silva, que em nome do Governo comentou a polémica, foram “patriotismo de trazer por casa”.

“O primeiro-ministro deve uma explicação aos contribuintes que ainda não receberam o reembolso do IRS, aos contribuintes que vão ter o IMI aumentado e a todos os portugueses”, referiu Nuno Magalhães.

“Há, no mínimo, uma proximidade excessiva entre um secretário de Estado e uma empresa privada”, concluiu.

O secretário de Estado dos Assuntos Fiscais assistiu a dois jogos de Portugal durante o Euro 2016, em França a convite da Galp. Fernando Rocha Andrade representa o Estado, que reclama àquela empresa o pagamento de dois impostos largamente acima de 100 milhões de euros.