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ONU: candidatos a secretário-geral vão de novo a votos na sexta-feira

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António Guterres, ladeado pelas candidatas argentina Susana Malcorra (à esq.) e croata Vesna Pusic, durante a primeira audição realizada em Nova Iorque

MIKE SEGAR / Reuters

Em julho, na primeira votação informal entre os membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas, António Guterres foi o candidato mais apoiado, com 12 votos de encorajamento, três “sem opinião” e nenhum voto contra a sua candidatura à sucessão de Ban Ki-moon

O Conselho de Segurança das Nações Unidas vai fazer esta sexta-feira uma segunda votação sobre os candidatos a secretário-geral da organização, depois de o antigo primeiro-ministro português António Guterres ter surgido como o favorito na primeira votação.

Nessa primeira ronda informal, em 21 de julho em Nova Iorque, o ex-primeiro-ministro português recebeu 12 votos de encorajamento e três "sem opinião" e não teve nenhum voto contra a sua candidatura à liderança da ONU e sucessão de Ban Ki-moon no cargo.

Durante a votação, cada um dos 15 membros do Conselho de Segurança indica se "encoraja", "desencoraja" ou manifesta-se "sem opinião" sobre os candidatos. Este facto pode ser decisivo na eleição, uma vez que o novo secretário-geral precisa da aprovação unânime dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança (Estados Unidos da América, Reino Unido, Rússia, França e China), que têm poder de veto.

Dos restantes candidatos a suceder a Ban Ki-moon, o esloveno Danilo Turk recebeu 11 votos de apoio e dois votos contra. Depois, surgiu a ex-ministra dos Negócios Estrangeiros búlgara e diretora da UNESCO Irina Bokova, com nove votos de encorajamento e quatro de desencorajamento.

Seguiram-se Vuk Jeremic, da Sérvia, e Helen Clark, da Nova Zelândia. Os últimos lugares ficaram para Miroslav Lajcak (Eslováquia), Susana Malcorra (Argentina), Christiana Figueres (Costa Rica), Natalia Gherman (Moldávia) e Igor Luksic (Montenegro). A croata Vesna Pusic ficou em último, com 11 votos negativos e até agora nenhum destes candidatos anunciou a intenção de desistir da corrida.

Angola, um dos membros não-permanentes do Conselho de Segurança, anunciou o apoio ao vice-primeiro-ministro da Eslováquia Miroslav Lajcak.

António Guterres, que durante dez anos liderou o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, também tinha pedido o apoio de Angola, membro, tal como Portugal, da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Sobre a primeira votação, o chefe da diplomacia portuguesa Augusto Santos Silva considerou ser "um resultado extremamente positivo, dada a grande qualidade das outras candidaturas apresentadas" e "um estímulo claríssimo para a candidatura do engenheiro Guterres e a confirmação de que é particularmente habilitado para o cargo de secretário-geral".

A organização espera ter encontrado durante o outono o sucessor de Ban Ki-moon, que termina o seu segundo mandato no final deste ano.