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Cristas quer o CDS a mostrar o que vale nas autárquicas

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Nuno Botelho

Cristas admite que só haja legislativas em 2019: “Quem chega desta forma ao poder tudo fará para agarrá-lo”, diz de António Costa. Por isso, acrescenta, o melhor é o CDS concentrar-se nas autárquicas

Cristina Figueiredo

Cristina Figueiredo

Jornalista da secção Política

No jantar comemorativo do 42º aniversário do CDS, que juntou esta noite cerca de 200 pessoas em Almancil, no Algarve, Assunção Cristas aconselhou os centristas a focarem-se nas autárquicas como o momento em que o partido pode mostrar que está “dinâmico e vivo”. Apesar de faltar mais de um ano para as eleições municipais, a presidente do CDS reforça a importância do partido se focar numas eleições que, ao contrário das legislativas, já está definido no calendário.

“Não sabemos o dia e a hora em que vamos a legislativas, se calhar só no final dos quatro anos. Quem chega desta forma ao poder, tudo fará para agarrá-lo”, disse a líder centrista, que ocupou a maior parte dos trinta minutos da sua intervenção a criticar o Governo de António Costa e “as esquerdas unidas”, que acusou de estarem “comprometidas com uma austeridade à la esquerda.”

Vêm aí mais “taxas e taxinhas”?

Cristas não tem dúvidas que é mais austeridade que aí vem, ainda que disfarçada: “imposto sucessório, estão a prepará-lo e nós sabemos”; “progressividade do IMI, como vai funcionar num país com 400 mil pequenos proprietários rurais?” E denunciou: “Centeno ordenou aos ministérios que arranjassem mais taxas e taxinhas (como diria o nosso ex-ministro da Economia, António Pires de Lima), mais dinheiro retirado aos contribuintes e à economia portuguesa.”

Acusou o primeiro-ministro de ter falhado “redondamente” aquela que, enquanto candidato ao lugar, afirmava ser a sua grande prioridade: “confiança e emprego”. “Hoje, às esquerdas vale a pena perguntar se os jovens deixaram de emigrar.” E referiu-se ao cancelamento das sanções sobre o país para decretar: “os contadores estão a zero. Já não é possível deitar as culpas sobre o anterior Governo.”

Uma palavra ainda para as cativações nos vários ministérios - “o método mais errado e mais cego de cortar despesa” - antes de retomar uma ideia a quem tem recorrido nos últimos dias: a de que o primeiro-ministro “brinca sistematicamente com o fogo e de forma particularmente grave” quando se refere ao sistema financeiro. Sem meias palavras, acusou mesmo António Costa de “extraordinária ligeireza e irresponsabilidade”, resumindo: no que respeita à banca “este Governo, até agora, só tem feito disparates.