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Presidente do Eurogrupo desiludido com proposta de cancelamento da multa a Portugal e Espanha

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SAUL LOEB/ Getty Images

Dijsselbloem diz que aguarda uma “clarificação” por parte da Comissão Europeia e que irá “consultar os outros membros da zona euro”

“É desapontante que não se dê seguimento à conclusão de que Espanha e Portugal não tomaram ação eficaz para consolidar os seus orçamentos”. É Jeroen Dijsselbloem, presidente do Eurogrupo, quem o diz, em declarações enviadas pelo seu porta-voz ao Expresso. Esta quarta-feira, reagindo à decisão da Comissão de propor o cancelamento da multa a Portugal e a Espanha, o holandês sublinhou ainda que os dois países “continuam em perigo”.

“Deve ficar claro que, apesar de todos os esforços feitos, Espanha e Portugal continuam em perigo. Em particular Portugal, que precisa de fortalecer a sua economia e torná-la mais competitiva para não perder o progresso que foi alcançado nos últimos anos”, refere.

Dijsselbleom diz que espera agora “por uma clarificação da Comissão” e adianta que vai consultar os restantes parceiros da moeda única.

A recomendação da Comissão segue agora para o Conselho de ministros das Finanças dos 28 - ECOFIN - que têm dez dias para confirmar o cancelamento da multa. Pode também rejeitar a solução proposta esta quarta-feira ou fazer-lhe alterações, mas para isso é preciso haver uma maioria qualificada de países a querer a rejeição e as modificações.

Se é certo que a decisão é do ECOFIN, na prática apenas têm voto os países do euro - e portanto os mesmos que se sentam no Eurogrupo. Portugal e Espanha não votam em causa própria.