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Marcelo saúda “vitória” e deixa caderno de encargos ao Governo

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Tiago Petinga / Lusa

Presidente da República, em reação ao cancelamento da sanção por défice excessivo no ano passado, sublinha a necessidade de as novas metas estabelecidas com a Europa serem cumpridas “em 2016 como em 2017”

Filipe Santos Costa

Filipe Santos Costa

Jornalista da secção Política

Parabéns a todos pela "vitória" e atenção aos grandes desafios que o Governo tem pela frente - foi assim, em duas partes, a reação de Marcelo Rebelo de Sousa à notícia de que Portugal não será sancionado pelo défice excessivo em 2015.

Numa curta declaração ao país feita a partir do Palácio de Belém, o Presidente da República deixou um recado claro ao elencar os quatro desafios que o Governo tem pela frente depois desta "vitória": a necessidade de mais investimento, a importância do reforço do sistema financeiro, a urgência de que os fundos europeus sejam aplicados "depressa e bem" e o compromisso de que as novas metas estabelecidas por Bruxelas "continuem em condições de ser cumpridas, em 2016 como em 2017".

O caderno de encargos foi deixado pelo chefe do Estado depois de parabenizar tutti quanti pelo que considerou ser "uma vitória da Europa, uma vitória de Portugal e uma vitória da responsabilidade".

Da Europa, por ter valorizado "os valores europeus e, de entre eles, o da justiça". E de Portugal e dos portugueses de um ponto de vista bastante alargado: "Governo, diplomacia e todos os partidos, quer os que apoiam o Governo, quer os que governaram Portugal de 2011 a 2015, e parceiros sociais". E "uma vitória da responsabilidade" de "todos", por "fazermos por cumprir os compromissos que assumimos".